A modelo Dandara Couto, de 27 anos, voltou às redes sociais neste sábado (24), após ser localizada depois de três dias desaparecida, no dia 8 de outubro. Em um desabafo, ela compartilhou imagens de marcas pelo corpo e relatou que passou o período caminhando pelas ruas, sem conseguir dormir e com alimentação escassa. A jovem também afirmou que ainda não consegue explicar tudo o que aconteceu durante o desaparecimento.
Na publicação, Dandara iniciou o relato com um trecho de uma música do rapper Criolo que, segundo ela, a acompanhou durante os dias em que esteve longe da família: “As pessoas se olham e não se falam, se esbarram na rua e se maltratam”.
Em seguida, a modelo refletiu sobre as lembranças que guarda do período e destacou que apenas ela conhece a experiência que viveu.
“Eu sou a única que carrega a memória do que aconteceu nesses três dias. Eu sei que andei e, a todo momento, conversei com o meu Ori”, escreveu, em referência a um conceito de tradições religiosas de matriz africana.
Dandara também relatou ter buscado conforto espiritual durante o período. “Pedi permissão para me abençoar, pedi perdão pelo que passei, mas, às vezes, a nossa mente vai para lugares que não sabemos ao certo, e a única coisa que podemos fazer é confiar em Deus”, declarou.
Modelo relata falta de sono e alimentação
Ao descrever a rotina durante os dias em que esteve desaparecida, Dandara afirmou que não conseguiu dormir e que recebeu ajuda de desconhecidos enquanto caminhava pelas ruas. Segundo ela, duas pessoas ofereceram comida, mas a modelo só conseguiu se alimentar no último dia.
“Eu não dormi, só pedi água para beber, e duas pessoas na rua me ofereceram comida, a qual só comi no último dia, quando já não aguentava mais. De resto, é história”, relatou.
Apesar de compartilhar algumas lembranças, a jovem disse não saber exatamente o que aconteceu entre o momento em que seu desaparecimento foi comunicado e a ocasião em que voltou a ter acesso ao celular.
“Eu não sei o que ocorreu entre a notificação do meu desaparecimento e o momento em que peguei o meu celular. Mas o que eu sei é que ando meio cansada”, escreveu.
Na mesma publicação, Dandara refletiu sobre o uso excessivo da tecnologia e a dificuldade de estabelecer conexões com outras pessoas. Ela também defendeu a importância de questionar hábitos e prestar mais atenção ao que acontece ao redor.
“Ninguém mais sabe como chegar a um lugar sem um guia (aprendi isso no meu corpo). Então, vamos nos educar, nos questionar e ser o guia externo que o nosso interno busca, para, assim, transformar. Que, a cada nova oportunidade, prefiramos fazer o belo, de consciência limpa e coração leve”, afirmou.
Ao finalizar o desabafo, a modelo mencionou a preocupação com a saúde da mãe e disse esperar que outras pessoas também possam tirar aprendizados da experiência.
“Aprendi muito, principalmente a cuidar da saúde da minha mãe. E ainda tenho esperança de que mais gente possa aprender com tudo isso também. De uma modelo, eu fui ser ninguém”, concluiu.
Relembre o desaparecimento de Dandara Couto
Segundo informações divulgadas por familiares e amigos, Dandara havia sido vista pela última vez em 5 de outubro, por volta das 10h30min, nas proximidades da Rua Cristiano Viana, no bairro de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo. Na ocasião, ela estava com os cabelos naturais e crespos, sem as tranças que costuma usar.
Antes do desaparecimento, a modelo havia publicado registros de pinturas que fazia em casa. Entre as imagens compartilhadas estavam quadros em produção e fotografias antigas nas quais aparece com girassóis.
Dandara trabalha como modelo profissional e integra o casting da Mega Model no Brasil. Ela também é representada pela Elite Model no Chile e já participou de desfiles da São Paulo Fashion Week (SPFW). Ao longo da carreira, esteve envolvida em campanhas e projetos de marcas como Corona, Intimissimi e Garage Rio.
