Após seis dias à deriva, seis pescadores são encontrados por sensor infravermelho a 150 km do litoral

Barco perdeu propulsão e comunicação a 150 km de Fortaleza; busca mobilizou 26 embarcações, FAB e Marinha

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Pesqueiro S.E. Pescados recebe apoio do Navio-Patrulha Oceânico Araguari após ser localizado em alto-mar (Marinha do Brasil/Divulgação)

Pesqueiro S.E. Pescados recebe apoio do Navio-Patrulha Oceânico Araguari após ser localizado em alto-mar (Marinha do Brasil/Divulgação)

Uma falha que paralisou o motor e o gerador deixou seis pescadores sem propulsão e comunicação a cerca de 150 quilômetros de Fortaleza. Depois de seis dias de buscas, uma aeronave da Força Aérea Brasileira localizou o pesqueiro, permitindo que a Marinha concluísse o resgate no litoral do Ceará.

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A operação mobilizou 26 embarcações, estruturas de coordenação marítima e aérea, um sistema capaz de estimar a deriva do barco e o Navio-Patrulha Oceânico Araguari. Encontrados na noite de 3 de setembro, os seis tripulantes passaram por avaliação médica e estavam em bom estado de saúde.

Antes da avaria, o S.E. Pescados havia deixado Itarema em 17 de agosto para uma viagem prevista para durar 30 dias. O último contato com o armador ocorreu no dia 27, quando a embarcação ainda mantinha seus sistemas em funcionamento.

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Falha interrompeu o contato

O problema atingiu o mecanismo responsável pelo motor e pelo gerador elétrico. Sem propulsão, o barco ficou entregue às correntes marítimas. A falta de energia também desligou os equipamentos de comunicação, impedindo que a tripulação informasse a posição ou pedisse ajuda.

Na tarde de 29 de agosto, a Capitania dos Portos do Ceará recebeu o alerta sobre o desaparecimento. A última localização conhecida apontava uma área aproximadamente 150 quilômetros ao norte de Fortaleza, distância que ampliava o desafio das equipes.

Coube ao SALVAMAR NORDESTE coordenar a resposta. O Centro de Coordenação Naval da Autoridade Marítima, ligado ao Comando do 3º Distrito Naval, acompanhou a operação ao lado da estrutura da Capitania dos Portos em Camocim.

Operação mobilizou 26 embarcações

Avisos foram enviados a navegantes, colônias de pescadores e embarcações que circulavam pela região. Ao todo, 26 barcos participaram das tentativas de contato, da vigilância e da coleta de informações em diferentes pontos do mar.

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Também houve atuação da Estação Radiogoniométrica da Marinha em Natal. No dia 31 de agosto, o Araguari deixou a capital potiguar e seguiu para a área de busca, preparado para confirmar a localização e prestar atendimento aos pescadores.

Enquanto isso, a FAB passou a integrar a operação por meio do SALVAERO RECIFE. O planejamento utilizou o SPAD-SAR, sistema que considera informações disponíveis para projetar a provável trajetória de uma embarcação à deriva e orientar a distribuição das equipes.

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Sensor localizou o pesqueiro

A mudança decisiva ocorreu em 3 de setembro. Durante o sobrevoo da região indicada, uma aeronave da FAB identificou um barco com características compatíveis com as do S.E. Pescados e enviou as coordenadas ao comando da operação.

Equipado com sensor infravermelho, o avião ampliou o alcance da procura em uma área extensa. A tecnologia ajudou a detectar a embarcação e direcionou o Araguari ao ponto informado, reduzindo o tempo necessário para a confirmação.

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Por volta das 23h, o navio da Marinha chegou ao local e encontrou os seis pescadores. Uma equipe de saúde avaliou os tripulantes, que não apresentavam problemas graves. A inspeção indicou que um calço hidráulico no motor havia deixado o pesqueiro sem propulsão.

Placas solares mantiveram a iluminação

Durante os dias no mar, placas solares e baterias garantiram a iluminação básica da embarcação. A energia disponível, porém, não bastava para reativar os aparelhos de comunicação e restabelecer o contato com terra.

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Após localizar a tripulação, o Araguari permaneceu nas proximidades para oferecer apoio e segurança. Uma embarcação contratada pelo proprietário chegou depois para rebocar o pesqueiro até o porto de origem.

Resposta combinou mar e ar

O resgate mostrou como diferentes recursos podem se complementar em uma emergência marítima. A estimativa da deriva delimitou a procura, o sensor infravermelho ajudou a encontrar o barco e o navio-patrulha confirmou a identidade da embarcação e prestou o primeiro atendimento.

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Para reduzir danos, a Marinha orienta navegantes a verificar as condições meteorológicas, realizar a manutenção preventiva do motor e manter equipamentos de comunicação e segurança em funcionamento. Emergências no mar ou em águas interiores podem ser comunicadas pelo telefone 185, disponível durante 24 horas.