A multidão estava animada naquele 28 de novembro de 1961, reunida no Centro de Florianópolis com a cabeça erguida e olhos para o céu. É que lá em cima, um espetáculo acontecia com a Esquadrilha da Fumaça, que fazia uma exibição da entrega de espadins aos novos oficiais do Curso de Formação de Oficiais da Polícia Militar. No entanto, o que parecia um verdadeiro show, virou uma tragédia quando dois aviões colidiram no ar.
No dia seguinte, o acidente foi todo documentado pelo jornal O Estado. O show aconteceu por um acaso do destino, já que não estava planejado para ser realizado em Florianópolis. Tudo começou quando um dos aviões, dias antes, quando saia de Porto Alegre, sofreu uma pane no motor. Com isso, quatro aviões precisaram fazer uma descida na Base Aérea de Florianópolis.
Com as comemorações da Polícia Militar, o Estado convidou a esquadrilha para fazer demonstrações no céu para a população. Às 9h daquele 28 de novembro, o espetáculo iniciou. No entanto, cinco minutos depois, o avião de prefixo T-6 -1336, pilotado pelo tenente aviador Durval Pinto Trindade, de 27 anos, se perdeu em uma manobra denominada de trevo e se chocou com a aeronave do Tenente Otto.
O avião de Trindade caiu diretamente ao solo, na parte norte do Largo Benjamin Constant, no Centro da Capital. Já o avião de Otto teve a asa direita danificada, mas conseguiu se manter no ar e, em segurança, aterrissou na Base Aérea.
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Avião bateu contra casa de futuro prefeito da cidade
O avião do Tenente Trindade bateu contra a casa do General Paulo Gonçalves Weber Vieira da Rosa, conhecido como “General Rosinha”, que seria prefeito de Florianópolis entre 1964 e 1966. O acidente derrubou uma das paredes da casa, que caiu nos fundos do imóvel de outra pessoa. Já o avião ficou completamente destruído.
A aeronave só não pegou fogo, segundo o jornal O Estado, porque antes da queda Trindade desligou todos os dispositivos que poderiam causar um incêndio.
Local onde avião caiu é conhecido como “Praça do Avião”
O Largo Benjamin Constant existe desde 1907, quando obras foram feitas no chamado Largo da Princesa, que agora homenageia o militar Benjamin Constant Botelho de Magalhães. No entanto, depois do acidente, o local ficou conhecido como “Praça do Avião”.
Em 1967, o artista Hassis desenhou com mosaicos, conhecidos como “petit pavê”, um avião no chão da praça, com o número da aeronave e a data do acidente aéreo. Já em 2017, foi feita uma obra de recuperação na praça pelo WKoerich Imóveis, com nova iluminação, infraestrutura no local e restauração do piso com o desenho do avião.






