Moradores de Florianópolis poderão conhecer mais de 200 peças de madeira nacionais e exóticas com a xiloteca pública, instalada no Jardim Botânico do bairro Itacorubi. O local será inaugurado no sábado (20), às 10h, e terá entrada gratuita.
A iniciativa é da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e parte da ideia que toda árvore registra no tronco as condições ambientais a que esteve submetida, e que as curvas, nós e deformações indicam evidências da história de vida de cada indivíduo.
Para o Secretário Adjunto de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, William Nunes, a exposição simplifica o alcance e entendimento da ciência para a população:
“Uma xiloteca não conserva apenas madeira. Ela conserva conhecimento sobre as florestas, sobre o clima do passado e sobre a relação entre as pessoas e as árvores. Trazer esse acervo para um espaço público e gratuito significa colocar ciência ao alcance de quem visita o Jardim Botânico”.
A coleção foi criada para ampliar estudos científicos e documentar a diversidade das madeiras catarinenses. “O acervo foi disponibilizado ao Jardim Botânico de Florianópolis e a transferência assegura a preservação do material, além de ampliar seu papel na pesquisa, na conservação e na divulgação do conhecimento científico”, diz o presidente e pesquisador da Associação do Jardim Botânico de Florianópolis (AJBF), Dr. Zenório Piana.
A xiloteca terá exposição permanente e portas abertas para visitação de terça-feira a domingo, das 7h às 19h.

O que é uma xiloteca e quais as exposições?
A palavra xiloteca vem dos termos gregos xýlon (madeira) e théke (coleção, guarda), e designa uma coleção científica de madeiras. Assim como uma biblioteca reúne livros, uma xiloteca reúne amostras de árvores e funciona como material de apoio à pesquisa, à identificação de espécies, ao ensino e à educação ambiental.
No Jardim Botânico, a xiloteca foi divida em sessões. Uma das salas é dedicada apenas aos anéis de crescimento das árvores, formados a cada ciclo anual. Os largos indicam anos de crescimento intenso, enquanto os estreitos apontam períodos de dificuldade, como secas e frio. Um disco de madeira funciona, nesse sentido, como um arquivo natural do clima.
Outra parte da exposição traz amostras de espécies exóticas, disponibilizadas de forma suspensa em alturas diferentes conforme o peso. A ideia é demonstrar a densidade das árvores e mostrar os diferentes tipos de madeira. As peças vêm de árvores originárias da América do Norte, da América Central, da Europa, da África, da Ásia e da Oceania.
Visitantes também poderão observar fragmentos de madeira petrificada, em que a matéria orgânica foi substituída por minerais ao longo de milhões de anos sem que a estrutura original se perdesse.
Principal peça retrata a história da quarta maior araucária do país
A principal peça em acervo é um disco retirado do tronco da quarta maior araucária do Brasil, conhecida como Pinheirão.
A árvore ficava na Estação Experimental da Embrapa em Caçador, no Meio-Oeste catarinense, e tombou em maio deste ano. Tinha 44 metros de altura e 2,45 metros de diâmetro à altura do peito.
Serviço
- O que: inauguração da primeira xiloteca pública de Florianópolis;
- Onde: Jardim Botânico de Florianópolis, Rodovia Admar Gonzaga, 742 a 782 – Itacorubi;
- Quando: sábado, dia 22 de agosto, às 10h;
- Ingresso: entrada gratuita;
- Horário de visitação: terça a domingo, das 7h às 19h.
*Sob supervisão de Luana Amorim
