Governo considerou a entrada dos funcionários dos EUA uma instrumentalização política, principalmente no contexto eleitoral e decidiu por negar os vistos (Foto: Jeso Carneiro, Rádio Senado, Reprodução)
Dois funcionários dos Estados Unidos tiveram os vistos negados pelo governo brasileiro. A negativa foi confirmada nesse sábado (25). As autoridades brasileiras tomaram conhecimento que o pedido para entrada no país foi feito na sequência de um evento em que políticos brasileiros se reuniram com diplomatas para levantar suspeitas sobre as urnas eletrônicas.
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Os funcionários são o subsecretário do Departamento de Estado para a Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, Riley Barnes, e o subsecretário adjunto Samuel Samson. O intuito era conversar com autoridades eleitorais para discutir liberdade de expressão relacionada às eleições de outubro.
Segundo a Agência Brasil, o governo considerou a visita uma instrumentalização política, principalmente no contexto eleitoral e decidiu por negar os vistos. O questionamento às urnas eletrônicas voltou a ganhar destaque após o pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), divulgar informação falsa sobre as urnas brasileiras.
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Durante um evento com diplomatas em Brasília, Flávio afirmou que os equipamentos brasileiros eram da empresa venezuelana Smartmatic. Porém, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou a informação.
Segundo o tribunal, as urnas brasileiras foram projetadas por servidores e técnicos a serviço da Justiça Eleitoral. Além disso, elas são produzidas sob “direta coordenação” dos servidores do TSE por empresas selecionadas por licitações públicas com ampla concorrência, “o que garante ainda mais segurança e transparência ao processo eleitoral”. Em 2018, o TSE também já havia desmentido a informação.
Passo a passo: veja como funciona a auditoria das urnas
O sorteio: o rito começa na véspera da eleição: urnas em pleno funcionamento são sorteadas aleatoriamente para auditoria, garantindo que qualquer equipamento possa ser fiscalizado (Foto: Tânia Rêgo, Agência Brasil)O transporte e a segurança: após o sorteio, as urnas são transportadas sob escolta e permanecem em local monitorado até o início da votação, acompanhadas de perto por fiscais e órgãos de controle (Foto: Marcelo Camargo, Agência Brasil)O Teste de integridade: no dia do pleito, voluntários digitam na urna os votos previamente anotados em cédulas de papel, simulando o fluxo real de uma seção eleitoral sob câmeras de vídeo (Foto: José Cruz, Agência Brasil)A tecnologia e o sistema: enquanto o voto é inserido, o sistema de apoio registra simultaneamente a escolha, permitindo o “batimento” imediato entre o comando digital e o registro físico (Foto: Elsa Fiúza, Agência Brasil)O boletim de urna: ao fim do dia, o Boletim de Urna (BU) é impresso e conferido com os votos em papel; o resultado deve ser 100% idêntico para validar a segurança do software (Foto: Antonio Augusto, Agência Brasil)