Brasileira encontrada morta na Indonésia celebrou vivências e mochilão em últimos posts

Equipes de resgates encontraram Juliana Marins, de 26 anos, sem vida nesta terça-feira (24)

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Juliana fazia mochilão desde fevereiro desse ano (Foto: Redes sociais, Divulgação)

Nos últimos posts no Instagram, Juliana Marins celebrou a vida e exaltou as novas experiências pelas quais passou durante o mochilão pela Ásia. A brasileira foi encontrada morta nesta terça-feira (24) após cair de um penhasco enquanto fazia uma trilha na Indonésia. As informações são do O Globo. 

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Juliana, natural de Niterói, no Rio de Janeiro, viajava desde fevereiro deste ano. Durante o mochilão, a publicitária visitou países como Filipinas, Tailândia e Vietnã. Os registros das aventuras eram compartilhados por ela nas redes sociais. 

“Minhas emoções esse mês foram como as curvas de ha giang. A viagem ao Vietnã começou incrível, até que, na próxima curva, tive algumas crises de ansiedade e, logo na virada seguinte, vivi uma das melhores fases dessa aventura. Fazer uma viagem longa sozinha significa que o sentir vai sempre ser mais intenso e imprevisível do que a gente tá acostumado. E tá tudo bem. Nunca me senti tão viva”, escreveu ela em um dos seus últimos posts das redes sociais.

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Há três semanas, ela também compartilhou com os seguidores o quanto sentia falta dos pais durante a viagem.

“Hoje liguei pra eles chorando de saudade. Terminei a ligação com um sorrisão no rosto, rindo das bobeiras dos meus pais, e com uma paz no coração por ter vindo ao mundo nessa família. Ah, e claro que minha irmã teve que sair no início da conversa porque ela tinha que entrar numa reunião”, escreveu Juliana.

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Entenda o caso

Entre 2022 e 2025, ao menos três turistas morreram após quedas em trilhas no Monte Rinjani, região turística em que a brasileira Juliana Marins caiu. A jovem, de 26 anos, ficou quatro dias sem água e comida, no aguardo de resgate.

O Monte Rinjani, com 3.726 metros de altitude, é o segundo vulcão mais alto da Indonésia e uma das trilhas mais complicadas do país. O percurso pode durar de dois a quatro dias e inclui trechos íngremes, instabilidade climática e riscos elevados, especialmente em épocas de neblina.

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Em 2016, cerca de 400 turistas precisaram ser retirados da mesma trilha com urgência por conta do processo erupção do vulcão Rinjani. Esta foi a última vez que ele entrou em erupção. Ninguém morreu na ocasião.

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