Jean Pierre, o cachorrinho que mobilizou uma força-tarefa do Corpo de Bombeiros após cair em uma galeria com água na Praia Central de Balneário Camboriú, morreu na manhã desta segunda-feira (7). Ele havia sido resgatado com vida nesse domingo (6), após cair na estrutura em um trecho da praia que passa por obras de reurbanização, e, apesar dos esforços, não resistiu.
Após o acidente, a Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Urbano entrou em contato com a empresa responsável pela execução da obra. Segundo a prefeitura, foram tomadas providências para reforçar a segurança das áreas que ainda permanecem em intervenção.
Por meio de nota, o município lamentou o desfecho da história e também informou que a empresa já havia sido formalmente comunicada para concluir os serviços remanescentes. De acordo com a administração municipal, após o descumprimento de prazos, foram adotadas medidas administrativas para penalizar a responsável pela execução da obra.
Queda de cão em galeria mobilizou força-tarefa entre bombeiros
O resgate aconteceu por volta das 8h de domingo (6), na faixa de areia da Praia Central, na altura da Avenida Atlântica. Conforme o Corpo de Bombeiros Militar, populares acionaram a equipe do Posto 1 de Guarda-Vidas depois que o cão de pequeno porte caiu em uma abertura de aproximadamente um metro quadrado.
A abertura dava acesso a uma galeria subterrânea de macrodrenagem com cerca de 1,70 metro de profundidade, presença de água e uma leve correnteza em direção ao sul. O ponto por onde o animal caiu estava aproximadamente três metros acima do solo da galeria.
Foram pelo menos 10 minutos de buscas
O guarda-vidas civil Gustavo Flores entrou na estrutura para fazer uma avaliação inicial. Embora não conseguisse visualizar o cachorro, ele ainda podia ouvi-lo se deslocando e se afastando do acesso no sentido da correnteza. Com a chegada de uma equipe do 13º Batalhão de Bombeiros Militar, o cabo Bruno também entrou na galeria para auxiliar nas buscas. Equipados com lanternas, os dois seguiram pela passagem subterrânea.
Após cerca de dez minutos de buscas, o cachorro foi encontrado a aproximadamente 60 metros do acesso principal. Segundo os bombeiros, o animal estava consciente, mas apresentava dificuldade para respirar, fadiga e movimentos de baixa intensidade. Além disso, o socorrista afirma que o cachorro engoliu uma grande quantidade de água e estava afogado.
O cão foi rebocado pela galeria e retirado com o auxílio de uma escada. Já na superfície, os socorristas constataram que ele não conseguia permanecer em pé e apresentava tremores intensos. Guarda-vidas, populares e a tutora ajudaram a secar e aquecer o animal, que apresentou melhora após alguns minutos.
Após o resgate, as equipes refizeram o isolamento da abertura para evitar novos acidentes.
Resgate foi registrado pela equipe
Prefeitura lamentou a morte de cãozinho
Em nota, a Prefeitura de Balneário Camboriú lamentou a morte de Jean Pierre e reforçou a importância de respeitar as barreiras de segurança instaladas nos trechos que ainda passam por intervenções na Praia Central.
Leia na íntegra:
A Prefeitura de Balneário Camboriú lamenta, com pesar, a morte do cão Jean Pierre, confirmada nesta segunda-feira (7). O animal não resistiu após cair, neste domingo (6), em uma abertura da galeria de macrodrenagem na faixa de areia da Praia Central.
Logo após o ocorrido, a Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Urbano entrou em contato com a empresa responsável pela execução da obra, que já tomou as providências necessárias para reforçar a segurança das áreas que ainda permanecem em intervenção.
Além disso, conforme já informado neste domingo, a empresa já havia sido formalmente comunicada para concluir os serviços remanescentes, e, após descumprimentos de prazos, a Administração Pública adotou medidas administrativas cabíveis para a penalização da empresa.
O município presta solidariedade à família enlutada e reforça a importância de respeitar as barreiras de segurança da obra, que têm a função de impedir o acesso às áreas de intervenção e proteger a população. Essas estruturas não devem ser rompidas, removidas ou danificadas. A violação ou depredação das barreiras, além de colocar pessoas e animais em risco, pode gerar responsabilização”.





