Câmara de Joinville se posiciona sobre contratação de agência de viagens em meio à pandemia

Legislativo afirma que o valor teve redução de 50% com relação à contratação do ano anterior

Compartilhe:

Câmara de Vereadores de Joinville (Foto: Mauro Schlieck, CVJ, Divulgação)

A Câmara de Vereadores de Joinville se manifestou, na última quinta-feira (13), após polêmica envolvendo a contratação de uma empresa de turismo em fevereiro de 2021, em meio à pandemia. O valor da contratação foi de R$ 280 mil e foi realizado por meio de licitação na modalidade pregão. 

Continua após a publicidade

> Acesse para receber notícias de Joinville e região pelo WhatsApp

Segundo a Câmara, a contratação agencia viagens aéreas e hospedagens, entre outros serviços, e é necessária porque atende também a servidores. O Legislativo ainda afirma que o valor teve redução de 50% com relação à contratação do ano anterior. Em 2020 era de R$ 300 mil. Este ano, ficou em R$ 150 mil. Já o total empenhado neste contrato para hospedagens e passagens é de R$ 280 mil. 

Continua após a publicidade

A Câmara justifica que o valor não será utilizado, mas é necessário que seja previsto em orçamento. 

“Não iremos utilizar o montante, mas é preciso prever o valor em orçamento e contrato caso haja necessidade. Os parlamentares têm o direito de utilizar apenas passagens aéreas para viagens a Brasília. Para outros municípios poderão utilizar o carro da Câmara. Demais despesas como hospedagem, alimentação e traslado dentro do município de destino deverão ser custeados pelo próprio vereador”, pontuou a nota. 

> Joinville vai consultar TCE sobre reajuste de servidores

Em 2020, foram utilizados R$ 15.971,15 do valor total previsto para passagens áreas naquele ano (R$ 300 mil), o que representa cerca de 5%. Ainda segundo a Câmara, o valor restante não pode ser aproveitado em razão do ano fiscal. 

Continua após a publicidade

“Os contratos são para doze meses. Não tem como aproveitar este ano. Os contratos geralmente são passíveis de renovação por até 60 meses. Só que no fim do ano é assinado um novo documento de qualquer contrato para mais 12 meses, até fechar os 60. Depois que fecha, é preciso fazer uma nova licitação, e foi o que aconteceu nesse caso. Como não é só para esse ano, é também para os anos seguintes, é preciso prever um valor pensando que nos anos seguintes não vai ter pandemia”, esclarece. 

Além disso, a Câmara ainda ressalta que o valor licitado não é gasto, necessariamente, mas é utilizado como reserva no orçamento. 

Continua após a publicidade

> Impacto do reajuste da prefeitura de Joinville será de R$ 54 milhões até o final do ano

Veja a nota completa:

“A Câmara de Vereadores esclarece que, em fevereiro deste ano contratou, por meio de licitação na modalidade pregão, uma empresa para agenciar os serviços de passagens aéreas e hospedagens. Tal contratação é necessária, pois atende também a servidores.

Continua após a publicidade

O contrato assinado em 2021 teve uma redução de 50% no valor empenhado para passagens aéreas. Em 2020 era de R$ 300 mil. Este ano, ficou em R$ 150 mil. Já o total empenhado neste contrato para hospedagens e passagens é de R$ 280 mil.

Não iremos utilizar o montante, mas é preciso prever o valor em orçamento e contrato caso haja necessidade. Os parlamentares têm o direito de utilizar apenas passagens aéreas para viagens a Brasília. Para outros municípios poderão utilizar o carro da Câmara. Demais despesas como hospedagem, alimentação e traslado dentro do município de destino deverão ser custeados pelo próprio vereador.

Continua após a publicidade

A previsão de passagem aérea para São Paulo refere-se ao prêmio do Concurso de Redação e Desenho Jovem Autor, o qual professores e pelo menos um dos alunos vencedores recebem como prêmio uma viagem cultural. O valor com hospedagens do referido contrato de agenciamento também se destina ao Jovem Autor.

Já a hospedagem em Joinville diz respeito à possibilidade de a Escola do Legislativo contratar palestrante para cursos in company ou outros eventos, assumindo o custo com a estada.

Continua após a publicidade

Reforçamos que o processo de contratação não tem nenhum vício ou ilegalidade. Foi realizado dentro da legalidade e seguindo todas as recomendações do Tribuna de Contas da União (TCU) e Tribunal de Contas do Estado (TCE/SC).

Por fim, ratificamos a responsabilidade da atual administração com o dinheiro público. Prova disso é a redução no valor do contrato de telefonia em 25%, permitido por lei. Diminuímos o contrato de locação de veículos. Este ano, todos os vereadores e diretores abriram mão do celular corporativo. Outra ação ocorreu no início deste ano, quando aprovamos projetos de lei que corta definitivamente qualquer diária aos vereadores e os R$ 3 mil de verba de gabinete.”

Continua após a publicidade

Leia também:

> Joinville pode ter lei para recolhimento de veículos abandonados

> Joinville divulga lista de pessoas vacinadas contra a Covid-19