Itens guardados há mais de 50 anos em Jaraguá do Sul agora estão expostos para quem quiser conhecer de perto. A exposição que abriu oficialmente nesta quarta-feira (16), no Museu Emílio da Silva, revela objetos que foram colocados em uma cápsula do tempo enterrada em 1976. Na ocasião a população comemorava o centenário da cidade do Norte catarinense.
A caixa, chamada Arca do Centenário, foi aberta em julho de 2026 para outro marco histórico do município: a comemoração dos 150 anos. São 35 objetos diversos, como brasões, moedas, botões e outros. Também estavam na cápsula cinco jornais da época. Segundo a prefeitura, alguns objetos foram preservados apenas parcialmente, enquanto outros não puderam ser recuperados.
Veja fotos dos itens:
“Inicialmente a exposição permanecerá por cerca de 45 dias no primeiro piso, depois será realocada para o piso superior sendo incorporada em definitivo ao acervo museológico. Cada objeto preservado constitui um fragmento daquele momento histórico e ajuda a compreender não apenas o que a geração de 1976 escolheu guardar para o futuro, mas também as transformações ocorridas ao longo de meio século”, disse Ivana Cavalcanti, coordenadora do museu.
Itens encontrados
Entre os itens encontrados estão um mini chapéu em nylon azul, uma caneta azul, pedaços de espuma, sacolas de empresas, jornais, fragmentos de metais e um chaveiro do centenário.
Também há brasões de Jaraguá do Sul em tecido, uma fita de algodão com a imagem do centenário, moedas, um pano com bordado, botões, um disco de vinil com o Hino de Jaraguá do Sul, uma régua e tecidos estampados, além de outros materiais que compunham o conjunto depositado na cápsula.
Abertura surpreendeu os técnicos
Uma das surpresas no momento de abertura da cápsula foi a quantidade de água que invadiu o compartimento. Enquanto a caixa passava pelo processo de abertura, com o uso de ferramentas específicas, o líquido chegou a vazar por um furo.
Logo após aberta pela primeira vez em 50 anos, a arca precisou ser virada para que toda a água saísse e permitisse o manuseio da lona que tentava blindar os itens contra o efeito do tempo.
A historiadora Silvia Regina Toassi Kita fala que obras no espaço onde o objeto estava enterrado podem ter influenciado os danos.
“Danificou bastante na realidade, né? Eu acredito que todas as vezes que essa caixa foi manuseada, enquanto nas três, quatro vezes que foram feitas as obras na Praça Ângelo Piazzolla, talvez tenham danificado ela”, explicou na ocasião a historiadora. Mesmo assim foi possível recuperar itens e deixá-los a exposição no museu.
Veja fotos da abertura da cápsula do tempo
Acesso ao conteúdo
Para acessar o conteúdo, a equipe técnica da Prefeitura de Jaraguá do Sul precisou garantir a integridade dos materiais e a segurança dos envolvidos. Até porque, depois de todo esse tempo em condições adversas, havia a possibilidade da presença de microrganismos no interior da caixa.
Foi necessário procedimentos específicos e o uso de equipamentos de proteção durante a manipulação, além de controlar cuidadosamente as condições ambientais durante o trabalho. Variações de temperatura e umidade podem acelerar os processos de degradação, especialmente em materiais como papel e tecidos.
Os responsáveis realizaram o inventário inicial, o diagnóstico do estado de conservação e os procedimentos necessários para estabilizar os itens que apresentavam maior sensibilidade. O período entre a abertura da cápsula e a realização da exposição também foi necessário para a avaliação, o tratamento e a preparação dos objetos recuperados.
Horários para visitar a exposição
O horário de visitação dos itens conservados é de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h30 e das 13h às 16h30, já no sábado legal será das 9h às 12h. O espaço oferece agendamento monitorado para grupos restritos e escolas municipais, estaduais e particulares, através do e-mail: museuhistorico@jaraguadosul.sc.gov.br.













