Uma tarefa comum na horta terminou com uma descoberta inesperada para um casal de agricultores de Pitanga, na região central do Paraná. Enquanto trabalhava com uma enxada, Lidia Korczak encontrou uma mandioca tão comprida que precisou chamar o marido para ajudá-la a retirá-la da terra.
A raiz média é 1,95 metro de comprimento e pesava 14 quilos. Era maior que os dois produtores, acostumados ao trabalho na lavoura desde a infância. Segundo reportagem da RPC, afiliada da Globo no Paraná, o comprimento habitual da mandioca chega, em média, a até 40 centímetros.
Uma colheita fora da rotina
A descoberta aconteceu durante a limpeza da horta. Ao perceber que tinha encontrado algo incomum, Lidia pediu auxílio a Augusto Manchur. Só depois de retirar a mandioca do solo foi possível observar suas dimensões.
O tamanho chamou a atenção, especialmente pela experiência do casal. Ambos cresceram trabalhando na roça e, mesmo depois de tantos anos de convivência com o cultivo, não tinham visto um exemplar semelhante.
“Uma mandioca desse tamanho nós nunca tínhamos visto; na verdade, fomos surpreendidos”, contou Lidia à RPC.
A diferença entre a raiz encontrada e o comprimento normalmente observado ajuda a dimensionar o episódio. Com quase dois metros, o exemplar ultrapassou a altura dos agricultores e transformou um serviço corriqueiro em uma lembrança incomum da vida no campo.
O episódio também lembra outras colheitas de mandiocas de tamanho fora do habitual, que mostram como a rotina de uma propriedade rural pode reservar descobertas inesperadas.
O que favoreceu o crescimento
Não existe um único fator apontado para explicar o tamanho da mandioca. A engenheira agrônoma Alini Machado, do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), relaciona o desenvolvimento da raiz a uma combinação de condições do solo, nutrientes e disponibilidade de água.
Durante o crescimento, a mandioca acumula amido em sua estrutura. Para conseguir se desenvolver, precisa encontrar espaço no terreno. Pedras e outros obstáculos podem limitar esse processo, enquanto uma área livre permite que a raiz avance.
Na propriedade de Lidia e Augusto, o uso de esterco contribui para a presença de matéria orgânica. Segundo a agrônoma, o manejo também pode favorecer nutrientes como fósforo e potássio, importantes para o desenvolvimento da planta.
A disponibilidade de água é outro ponto citado pela especialista. Ela relaciona as condições dos últimos meses à influência do El Niño e explica que a umidade abundante durante a fase de acúmulo de amido tende a favorecer raízes maiores.
A explicação apresentada pela agrônoma considera o ambiente em que a mandioca se desenvolveu e as condições encontradas durante o cultivo.






