Catarinenses ficam presos em aeroporto no Panamá sem previsão de volta para casa após terremoto: “Caótico”

Grupo viajou de Florianópolis para Punta Cana para um casamento e, na viagem de volta para casa, teve os planos alterados após o terremoto no Panamá

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Catarinenses estão presos em aeroporto no Panamá (Foto: Neuza Wagner, Arquivo Pessoal)

Catarinenses estão presos em aeroporto no Panamá (Foto: Neuza Wagner, Arquivo Pessoal)

O terremoto de magnitude 7,7 no Panamá deixou centenas de pessoas presas no Aeroporto Internacional de Tocumen, desde a tarde de sexta-feira (9). Entre elas, estão sete catarinenses, que viajaram para um casamento e tiveram a viagem de volta para casa interrompida. Ao NSC Total, eles relataram a situação caótica no aeroporto e afirmaram que ainda não tem previsão para voltar para casa.

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Neuza Wagner, de 61 anos, mora em Indaial e faz parte do grupo de seis adultos e uma criança que viajou para Punta Cana, no Caribe, para ir ao casamento de uma familiar. O casamento aconteceu na quarta-feira (7) e, nesta sexta, eles iniciaram a viagem de volta para casa, rumo ao Aeroporto de Florianópolis. A previsão era que eles fizessem uma escala no Panamá às 14h, mas a notícia do terremoto mudou os planos.

Precisaram, então, alterar a rota do avião para a Colômbia. Quando pousaram no país, não puderem nem desembarcar do avião.

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“Ficamos dentro do avião, sem poder sair, sem podermos nem respirar um ar, sobrevivendo com água e os snacks que eles [os funcionários da companhia aérea] davam”, afirma Morgana Espíndola, de 31, natural de Itajaí, que também está no grupo.

Os catarinenses permaneceram nessa situação por pelo menos duas horas no avião, quando a aeronave decolou para o Panamá novamente. Quando pisaram no aeroporto, perceberam que muitos voos estavam atrasados, com lotação máxima no aeroporto e turistas perdidos, sem qualquer informação de como poderiam prosseguir, segundo Morgana.

“Idosos, crianças, todos deitados no chão sujo do aeroporto, virando a noite aqui sem nenhum tipo de informação. As filas não dão em nada porque nós não fomos encaminhados para nenhum tipo de procedimento que seja padrão”, conta.

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Terremotos secundários

No meio disso tudo, a família ainda sentiu novos terremotos secundários. Segundo o Instituto de Geociências do Panamá, mais de 100 réplicas do terremoto foram registrados depois do tremor de 7,7.

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Agora, o grupo busca informações de como voltar para o Brasil. Neuza conta que uma das pessoas do grupo está desde 23h do dia anterior em uma das filas e que espera ter, em breve, acesso às passagens para Florianópolis.

Terremoto causou estragos

O tremor ocorreu a 12 quilômetros de profundidade, e imagens publicadas nas redes sociais mostram danos em edifícios e estruturas. Um alerta de tsunami chegou a ser emitido para países da América Latina na costa do Pacífico, mas foi retirado posteriormente.

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O epicentro foi registrado na comunidade rural de La Pitaloza, no Sul do país, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês). O tremor foi sentido na capital, Cidade do Panamá, e no país vizinho Costa Rica. Inicialmente, o USGS registrou magnitude 8,0, mas revisou o dado para 7,7.

Em Penonomé, uma das cidades atingidas, parte de um hotel desabou. Segundo a imprensa local, a torre de uma catedral em Santiago também caiu. Aulas foram suspensas em diversas províncias do sul do país.