Cientistas identificam o horário exato em que a queda de disposição da tarde acontece

Especialistas apontam estratégias para evitar o cansaço pós-almoço e preservar a produtividade durante a tarde

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Cientistas identificam o horário exato em que a queda de disposição da tarde acontece

Saiba como ajustar alimentação e pausas para combater a queda de disposição vespertina no trabalho. (Foto: Banco de imagens)

A queda de disposição que costuma aparecer após o almoço agora tem hora marcada: segundo estudos recentes, ela acontece por volta das 13h30 para grande parte dos trabalhadores, impactando produtividade e bem-estar.

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Especialistas identificam causas biológicas e comportamentais para esse fenômeno e sugerem mudanças simples na rotina, alimentação e pausas para enfrentar com mais energia o período vespertino.

Muitos profissionais ainda culpam suas agendas lotadas pelo cansaço da tarde, mas, segundo cientistas, nossos corpos são programados para desacelerar nesse momento devido ao ciclo de sono-vigília e à pressão do sono.

Por que perdemos energia à tarde?

A queda de energia depois do almoço é influenciada pelo ciclo natural do relógio biológico e pelo acúmulo da pressão do sono. É como duas forças lutando, mas a necessidade de descanso tende a predominar após horas de vigília.

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O neurocientista Ravi Allada, da Universidade de Michigan, explica que “essas duas forças opostas lutam entre si ao longo da tarde, com a pressão para dormir prevalecendo quando nos sentimos lentos”. Rotinas irregulares, dieta e noites mal dormidas intensificam a sensação de fadiga.

Produtividade em queda: o que dizem os estudos

Dados de uma pesquisa com dois mil trabalhadores indicam que mais da metade percebe a maior baixa na produtividade às 13h27 e novo pico de cansaço às 14h06. O excesso de tela e poucas pausas pioram esse cenário para muitos, segundo publicado pela OnePoll.

Além disso, interrupções frequentes no escritório influenciam negativamente o rendimento. Apenas um quarto dos entrevistados associa o cansaço às interrupções, mostrando que o fenômeno é multifatorial.

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Alimentação tem papel fundamental

O modo como nos alimentamos no café da manhã e almoço interfere diretamente na disposição. Segundo o professor Sai Krupa Das, da Universidade Tufts, alimentos açucarados e carboidratos refinados aceleram a queda de energia, dando picos e vales ao nosso estado de alerta.

“Esses alimentos são digeridos rapidamente, desencadeando pico de açúcar seguido por queda de energia causada pelo excesso de insulina”, explica Das. Troque pão branco, macarrão e cereais ultraprocessados por fibras e proteínas para evitar letargia.

Boas escolhas para o café da manhã

  • Prefira mingau de aveia: rico em fibras, energia de liberação lenta
  • Iogurte natural com frutas vermelhas e chia: antioxidantes que estimulam a circulação cerebral
  • Evite muffins, cereais matinais e iogurtes aromatizados com açúcar

Frutas vermelhas também ajudam, melhorando memória, foco e humor graças aos antioxidantes, segundo o gastroenterologista Saurabh Sethi, formado em Harvard.

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O poder das pausas e da caminhada

Quando o cochilo não está ao alcance, sair para caminhar é a estratégia recomendada por especialistas. O simples ato de caminhar ao ar livre amplia a energia e melhora o estado de alerta — fato comprovado em estudos recentes.

Cerca de 25% dos trabalhadores entrevistados relatam que caminhar ao ar livre recupera a disposição na segunda metade do expediente.

Como evitar a sonolência diurna

A melhor forma de driblar a fadiga, segundo especialistas, é investir em uma rotina de sono mais regular e aproveitar pequenas pausas nos horários críticos do dia.

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Cochilos curtos, alimentação equilibrada e caminhar são aliados para combater a sonolência pós-almoço e garantir produtividade constante.

Adote práticas recomendadas

  • Planeje pausas curtas após o almoço
  • Inclua alimentos ricos em fibras e antioxidantes nas refeições
  • Opte por caminhar ao ar livre sempre que possível

Cientistas reforçam que, independentemente do que você coma, é provável sentir a queda de energia à tarde, mas essas atitudes podem ajudar a equilibrar e maximizar o rendimento diário.

Adaptar horários, alimentação e pausas às necessidades do corpo favorece disposição e produtividade. O fenômeno da “queda de energia” está nos estudos e pode ser contornado com escolhas conscientes.

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