A coleta de DNA dos pais de Reginaldo Joenck permitiu identificar os restos mortais do homem, desaparecido desde setembro de 2023. Ele foi visto pela última vez em Blumenau. O corpo havia sido encontrado cerca de um mês depois, em Barra Velha, no Litoral Norte, mas permaneceu sem identificação por quase três anos.
A confirmação foi possível após os pais de Reginaldo fornecerem amostras de material genético durante uma mobilização nacional realizada em agosto deste ano. A identificação foi formalizada em laudo pericial emitido em 9 de outubro, pela Polícia Científica de Santa Catarina.
Nas redes sociais, o irmão de Reginaldo, Cleverson Joenck, desabafou:
“Ainda tínhamos esperança de encontrar [vivo] o Reginaldo Joenck, desaparecido desde 2023. Mas com a coleta de DNA de meus pais, foi possível identificar que um corpo achado na praia, em Barra Velha, em outubro de 2023, era do meu irmão”.
Como a coleta de DNA ajudou a identificar o homem
Nascido em 1979, Reginaldo foi visto pela última vez em Blumenau, em setembro de 2023. O desaparecimento foi registrado oficialmente em dezembro de 2024.
Em outubro de 2023, um corpo em avançado estado de decomposição foi encontrado em Barra Velha. Como não foi possível identificá-lo na época, a perícia coletou material genético e inseriu o perfil no Banco de Perfis Genéticos de Santa Catarina, onde ficou disponível para futuras comparações.
A identificação, no entanto, dependia de uma correspondência com amostras de referência. Como não havia material genético de familiares disponível para comparação, o perfil permaneceu no banco sem identificação.
A situação mudou em 28 de agosto de 2026, quando os pais de Reginaldo compareceram à Superintendência Regional de Polícia Científica, em Joinville, durante a Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas.
Com a inclusão dos perfis genéticos dos pais no banco, os peritos conseguiram estabelecer a correspondência com o material coletado do corpo encontrado em Barra Velha. O trabalho foi realizado por meio do Programa PCI Conecta, da Polícia Científica.
“A ciência oferece ferramentas capazes de trazer respostas mesmo depois de muito tempo, mas esse trabalho também depende da participação das famílias. Cada nova amostra de DNA doada representa uma possibilidade de esclarecer um desaparecimento e de levar respostas a quem vive há tanto tempo na incerteza”, ressalta a coordenadora dos Programas Institucionais da Polícia Científica, Patrícia Cardoso Monteiro.



