Coronavírus: especialistas indicam cuidados para as celebrações de fim de ano

Infectologistas e médico sanitarista reforçam medidas de prevenção para as confraternizações em meio à pandemia

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Coronavírus impede aglomerações (Foto: Arte NSC Total)

O coronavírus não respeita o clima natalino. Pausar a pandemia para poder curtir o fim de ano em segurança é impossível, mas há algumas formas de aproveitar as datas e “minimizar” os riscos, ainda que de maneira totalmente diferente dos anos anteriores. Infectologistas e um médico sanitarista dão dicas do que pode ser feito para confraternizar no Natal e Réveillon em meio a um momento delicado da Covid-19 em toda Santa Catarina.

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No topo da lista estão três itens: uso de máscara, distanciamento e cuidado com os idosos. Pedidos difíceis, já que fim de ano sempre significou mais beijos e abraços e visitas aos avós. Mas não é o momento. É preciso poupá-los, já que são os mais afetados pelo vírus.

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— Todo mundo quer que o Natal chegue porque espera ver pessoas queridas, ter a sensação de que a pandemia vai terminar junto com o ano, mas ela continua. Evite aglomerações, faça confraternizações com pessoas com quem convive. Agradeça por ter passado ileso pelo coronavírus, mas sem festas — pede a médica Sabrina Sabino, que integra a Sociedade Brasileira de Infectologia.

Para Amaury Mielle, infectologista que assim como Sabrina atua em Blumenau, a única forma de não correr perigo de contaminação é, claro, não ver ninguém. Porém, como a realidade não deve ser essa, pede que as pessoas façam o teste RT-PCR, o do cotonete, antes de ir ao encontro. Isso não significa que os cuidados devem ser deixados de lado, já que há chance de um falso negativo ocorrer, como reforça a médica.

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Por isso, com ou sem teste, locais abertos precisam ser priorizados, assim como o cumprimento “de pandemia”: um olá de longe, sem qualquer tipo de contato físico — nem com o cotovelo. Bebidas alcóolicas, comuns nesta época, têm de ser consumidas com moderação, porque deixam as pessoas mais relaxadas e alegres, o que resulta em falta de cuidado com as medidas de prevenção e volume de voz mais alto (mais salivas expelidas).

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Uma outra recomendação vem do médico sanitarista Lúcio Botelho. Ele sugere que os encontros sejam escalonados. Ou seja, em vez de reunir toda a família ao mesmo tempo, fazer as visitas em dias diferentes — adotando todas as precauções, obviamente.

— Para os que conseguem, redobrem os cuidados ao menos duas semanas antes [da confraternização], circule menos. É uma situação muito difícil porque corre risco de ter gente assintomática e o desfecho ser complexo — alerta Amaury.

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O que fica evidente é que, em um ano tão atípico, não será possível ter um Natal e Réveillon como antes. Quem sabe em 2021, com o alívio de ter vencido meses difíceis.

Cuidados com a Covid-19 em celebrações de fim de ano

– Se possível, redobre os cuidados duas semanas antes do encontro e se isole o máximo que conseguir.

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– Faça o teste RT-PCR dois dias antes da confraternização.

– Promova o encontro com o menor número de pessoas possível.

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– Opte por um local aberto (como o quintal da casa, por exemplo) ou ambientes bem arejados.

– Outra opção (a mais segura) é fazer uma refeição apenas com pessoas com quem convive. Os demais familiares podem participar através de uma chamada em vídeo.

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– Cumprimente as pessoas de longe, sem contato físico.

– Só tire a máscara para comer.

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– Mantenha distanciamento de 1,5 metro. 

– Na troca de presentes, nada de abraços e beijos.

– Consuma menos ou deixe de ingerir bebida alcoólica, ela faz com que as pessoas falem mais alto, tirem a máscara o tempo todo e esqueçam os cuidados com o distanciamento.

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– Deixe o som, se houver, em volume baixo, para não ter de elevar a voz durante as conversas e com isso expelir mais saliva que o normal. 

– Poupe os idosos. Não é o momento de encontrá-los.

– Não faça buffet para evitar que as pessoas falem sobre a comida.

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– Não brinde.

– Não tenha medo de dizer não às festas. É um ano atípico, que exige sacrifícios.