Coronavírus: Prefeito de Xaxim manda abrir comércio, mas PM reforça efetivo para cumprir decreto estadual 

Ato vai contra o decreto estadual que prorrogou medidas de restrição e isolamento

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Polícia Militar está fiscalizando as lojas em Xaxim e mandando fechar as poucas que abriram (Foto: Allan Borges/NSC TV)

O prefeito de Xaxim, Lírio Dagort, emitiu na quarta-feira um decreto autorizando a abertura do comércio local, desde que respeitados os cuidados de distância mínima de um metro e higienização. Pelo decreto poderiam abrir restaurantes, academias, salões de beleza, que não estão autorizados pelo decreto do Governo do Estado.

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Ao saber disso a Polícia Militar entrou em contato com as entidades do município alertando sobre a irregularidade da medida e que iria fazer a fiscalização para cumprir o decreto estadual.

Diante disso a direção da Câmara de Dirigentes Lojistas e a Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Xaxim emitiram uma nota recomendando a não abertura do comércio, para evitar transtornos, até que se tenha uma definição mais clara da situação.

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Cerca de 20 policiais, com reforço de Chapecó, estavam na manhã de hoje fazendo a fiscalização e orientando o fechamento dos estabelecimentos. Poucas lojas abriram. Numa delas o proprietário disse que estava apenas recebendo pagamentos.

– O estabelecimento é orientado a fechar em 60 minutos caso contrário será fechado e feito um termo circunstanciado – disse o comandante do 2o Batalhão da Polícia Militar de Chapecó, tenente-coronel Ricardo Alves da Silva.

Em entrevista para a rádio Supercondá, o prefeito Lírio Dagort disse que tomou as medidas de precaução e considerou que havia condições de uma abertura mais ampla.

– Desde o início nós fechamos os trevos de acesso, as indústrias e os caminhoneiros estão usando o álcool gel, ás vezes usando até dois calçados, com a abertura dos bancos e das lotéricas vimos que está funcionando muito bem, a população está colaborando e por isso tomamos essa atitude. Só que daí veio a PM nos ameaçar, como se a população fosse bandido. A arrecadação do ICMS já caiu 12%, o FPM caiu R$ 1 milhão. Não podemos ser medíocres e aceitar a vontade do governador. Estamos indo para o buraco – disse o prefeito.

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O Governo do Estado enviou uma nota para a NSC TV de Chapecó informando que o município pode tomar algumas medidas, mas elas não podem ir contra o decreto estadual:

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“Tanto o Estado quanto municípios podem editar decretos para adotar restrições sanitárias e epidemiológicas. No entanto, os decretos municipais devem seguir as orientações do decreto estadual, podendo apenas tornar ainda mais restritivas as medidas para a população local. Os municípios não podem liberar atividades proibidas pelo Estado.

De acordo com o decreto 525/2020, são considerados serviços públicos e atividades essenciais: o transporte e entrega de cargas em geral e a distribuição de encomendas e cargas, especialmente a atividade de tele-entrega/delivery de alimentos. Dessa forma, é possível a comercialização de qualquer tipo de produto, desde que não haja atendimento presencial no estabelecimento e a entrega seja feita em forma de delivery. Ou seja, não está permitido o atendimento presencial.

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Como é determinação em decreto, não é necessário que o comércio seja notificado acerca da proibição, já que as regras passam a valer a partir da data de publicação. A fiscalização fica a cargo de todas as forças de segurança pública.”