Para se manter no mercado, a nutricionista e proprietária do Mundo Encantado Bonecos de Pano, Celia Elenara Missio tem produzido bonecas personalizadas, representando o cliente e inserindo características exclusivas nas peças para que ele possa se identificar com o produto. Mas o foco de inclusão permanece presente em seu negócio com a confecção de bonecos com síndrome de down, cadeirantes, amputados, transplantados de coração, deficientes visuais, além da boneca bobath utilizada para terapia de reabilitação para crianças com paralisia cerebral.
— Foi um período de conquistas, reconhecimento do meu trabalho e de muita procura pelos bonecos de pano representativos e de inclusão. Foi um ano de retorno muito positivo, pois o meu trabalho foi procurado por clientes de todo o país. Com vendas para as regiões Sul, Sudeste e Centro-oeste, com destaque é claro, para o município de Chapecó (SC) — afirma Celia, ao analisar o primeiro ano de formalização do seu empreendimento.
A microempreendedora individual (MEI) também investiu seu tempo, no último ano, na divulgação do negócio com participação em eventos/feiras e nas redes sociais.
— Neste momento de isolamento social também recebi solicitações para produção de máscaras de tecido duplo e lavável. Tudo começou pela procura de uma cliente que comprou um boneco e com isso confeccionei várias unidades de diferentes modelos. Também tenho oferecido desconto, frete pela metade e máscaras como lembrança — comenta Celia.
A empreendedora formalizou-se há um ano, concretizando um sonho antigo, mas que ganhou forma após perceber que poderia fazer algo diferente. Celia relata que sempre sonhou com seu negócio, mas que não queria fazer o mesmo que já estava no mercado. ]
— Um dia pensei: por que não fazer algo com foco para a inclusão? Comecei a vender para os conhecidos e percebi que o empreendimento poderia dar certo — explica ao ressaltar o apoio do Sebrae/SC para concretizar a empresa.
Celia destaca que o curso de administração financeira foi importante, pois possibilitou calcular o gasto da produção e analisar a viabilidade do negócio.
— Também recebi orientações e fui na Sala do Empreendedor de Chapecó, onde consegui licença e alvará. Ao longo desse primeiro ano permaneço com auxílio do Sebrae/SC por e-mail, com orientações e quando possível assisto as aulas, que transmitem informações bem atualizadas para o momento em que estamos vivendo — enfatiza.
