“De igual para igual”: Jovem advogada de SC pede desculpas em conversa com desembargadora e reação viraliza

Publicação em que advogada de SC pede desculpas para desembargadora viralizou nas redes sociais nessa semana

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advogada de SC

Advogada de SC viraliza após tratamento de desembargadora (Foto: Redes Sociais, Reprodução)

Em meio a formalidade e o “juridiquês” comum no Judiciário, uma advogada de Jaraguá do Sul, no Norte catarinense, viralizou nas redes sociais após publicar um vídeo em que aparece se desculpando ao conversar com uma desembargadora. Nesta terça-feira (28), a publicação já somava cerca de 230 mil visualizações.

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A reação da magistrada chamou atenção ao dizer que a jovem não precisava se desculpar e que as duas estavam “de igual para igual”. Jéssica Santos tem 26 anos e é formada há dois anos e meio. Ela conta que aquela foi a primeira vez em que conversou diretamente com uma desembargadora. O contato aconteceu após assumir o caso de um cliente condenado a 23 anos de prisão e apresentar uma apelação.

Segundo a advogada, ela pretende juntar novas provas ao processo e sustenta um pedido de anulação. Por não se tratar, conforme explica, de um pedido comum em segundo grau, Jéssica decidiu entrar em contato com a assessoria da magistrada para explicar a situação.

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— Eu iria juntar novas provas que precedem o meu pedido de anular o processo, então não é um pedido normal no segundo grau. Por isso eu precisava entrar em contato com ela e explicar a delicadeza da situação — contou ao NSC Total.

Inicialmente, a intenção era conversar apenas com a assessoria, mas ela recebeu a oportunidade de falar diretamente com a desembargadora. A assessoria disse que ela poderia ligar em 30 minutos.

— Eu nunca tinha falado com ela. Tive meia hora, então foi uma oportunidade que apareceu e fui surpreendida. Me organizei com os pontos importantes — relata.

Foi neste momento que aconteceu a conversa registrada no vídeo.

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— Antes de mais nada eu gostaria de iniciar dizendo que é a primeira vez que eu me dirijo a uma autoridade como a senhora, por isso eu peço já minhas sinceras desculpas se eu porventura… — diz Jéssica, antes de ser interrompida pela magistrada.

— Não tem desculpas de nada. A gente tá no mesmo patamar aqui, de igual para igual, Jéssica — responde a desembargadora.

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Em seguida, a advogada de SC explica que ficou aliviada, já que tinha receio de cometer algum erro relacionado, por exemplo, ao pronome de tratamento, cujo uso é comum no meio jurídico.

— Não tem erro nenhum. O advogado é essencial para o andamento da Justiça. Sem o advogado aqui, nada acontece. A gente não tem nenhuma posição de superioridade. Então estamos no mesmo patamar. Vamos conversar normalmente, tá bom? — afirmou a desembargadora.

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Medo era de formalidade atrapalhar discussão do processo

Jéssica explica que o pedido de desculpas não aconteceu porque se sentia insegura, mas porque queria evitar que uma questão de formalidade interferisse na apresentação dos argumentos relacionados ao cliente.

— Eu pensei: “Nunca falei com uma desembargadora, tenho elementos que são sérios e graves e não posso prejudicar meu cliente”. O meu medo era errar um pronome e isso me prejudicar — conta.

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A advogada afirma que acompanha casos que repercutem no meio jurídico envolvendo formalidades durante audiências e outras conversas entre profissionais.

— Hoje, no Judiciário, é comum a gente ver vídeos que viralizam por conta dessa formalidade excessiva. A gente vê repercutir muitos vídeos de desembargadores e ministros. Eu não queria que nada atrapalhasse a seriedade do que eu estava falando com ela em relação ao meu cliente — explica.

Veja o vídeo da advogada de SC: