De vendedor de picolé a Rei do Ovo: empresário se torna dono de império gigantesco no Brasil

Com sede em Lauro Müller, no Sul do Estado, a empresa Granja Faria produz cerca de 16 milhões de ovos por dia

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Nascido no Rio de Janeiro, Ricardo Faria veio para Santa Catarina quando criança (Foto: Arquivo pessoal)

Fundador e presidente do conselho da Granja Faria, sediada no município de Lauro Müller, em Santa Catarina, Ricardo Faria é dono de uma das maiores empresas produtoras de ovos comerciais, férteis e pintos no Brasil, o que o rendeu o título de “Rei do Ovo”. Nesta semana, conforme apurado pela coluna de Estela Benetti, o empresário informou que vai adquirir a Hillandale Farms, maior empresa produtora de ovos dos EUA, por US$ 1,1 bilhão, o equivalente a R$ 6,3 bilhões. 

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Nascido no Rio de Janeiro, Ricardo Faria veio para Santa Catarina quando criança após o pai médico e a mãe engenheira virem trabalhar em Criciúma. Ele fez intercâmbio nos Estados Unidos e cursou agronomia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

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Em 2017, o empresário era o maior acionista da Lavebras, lavanderia industrial com mais de 70 unidades no Brasil. Contudo, vendeu a empresa no mesmo ano por R$ 1,3 bilhão. Com negócios em todo o país, incluindo outras empresas, Ricardo se dedica ao associativismo, como presidente da Associação Catarinense de Avicultura (Acav).

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Somente a empresa Granja Faria, que tem sede em Santa Catarina e atuação nacional, produz cerca de 16 milhões de ovos por dia.

O “Rei do Ovo” reside em São Paulo para facilitar a liderança de uma empresa com atuação nacional. Os pais, já aposentados, seguem em Criciúma e as duas irmãs, uma médica e outra dona de cartório de imóveis, também moram em Santa Catarina.  

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De vendedor de picolé a “Rei do Ovo” 

Um dos orgulhos de Ricardo Faria, segundo a colunista Estela Benetti, é nunca ter tido uma carteira de trabalho. Isto porque ele sentiu o gosto da liberdade de ser empreendedor ainda criança, quando decidiu pilotar o carrinho de picolé sem pedir autorização aos pais, na praia, durante as férias escolares. 

— Eu ganhava cerca de um salário mínimo por final de semana. Aí pensei: não preciso trabalhar para ninguém. Vou trabalhar para mim. Não tenho carteira de trabalho até hoje — afirma ele ao revelar que poupou tudo o que ganhou.

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Em 2007, Ricardo abriu uma granja de ovos férteis em Nova Mutum, no Mato Grosso, para atender a Perdigão. Mais tarde, em 2013, comprou a Avícola Catarinense em Lauro Müller e transferiu a sede jurídica da Granja Faria para o município, onde está até hoje. Após a venda da Lavebras, o empresário decidir dar uma pausa no trabalho e foi em busca de novas ideias em curso na Universidade de Harvard, nos EUA.

Do total produzido, Ricardo Faria informa que 2 milhões de ovos por dia são destinados ao mercado internacional e 14 milhões ao mercado interno. Para o exterior, vão 1 milhão de ovos férteis, aqueles que em 21 dias vão gerar pintinhos. E os demais são ovos para consumo, in natura, resfriados, salgados ou em pó.

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No final do ano passado, a Granja Faria deu o primeiro passo para a internacionalização com a compra do Grupo Hevo, o segundo maio produtor de ovos da Espanha. Agora, Faria vaui adquirir a Hillandale Farms, maior empresa produtora de ovos dos Estados Unidos por US$ 1,1 bilhão, o equivalente a R$ 6,3 bilhões.

A Hillandale Farms tem sede em Gettysburg, Pennsylvania. Ela foi fundada em 1958 por Orland Bethel, que segue à frente do negócio, mas decidiu aceitar a oferta do brasileiro.

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