De voo da Transbrasil a morte de ex-presidente: veja outros acidentes aéreos que marcaram história de SC

Histórico envolve quedas de aeronaves com mortes no Estado e também episódios traumáticos ocorridos fora de SC, como tragédia do voo da Chapecoense

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Acidentes aéreos que marcaram história de SC

Acidentes aéreos que marcaram história de SC (Fotos: Telmo Cúrcio da Silva, Arquivo NSC, 13/03/1980 / Raul Arboleda, AFP, Arquivo NSC)

A queda de helicóptero que causou a morte do cantor sertanejo Rick, do empresário Bruno Avelar e de mais três ocupantes da aeronave em Urubici, na Serra catarinense, remonta o histórico de outros acidentes aéreos que ficaram marcados na história de Santa Catarina.

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A relação de voos que resultaram em tragédias no Estado envolve uma tragédia que já foi considerada a maior do país, em 1949, e um caso recente de sequestro de um helicóptero no Norte do Estado.

Acidentes aéreos em SC

Acidente no Morro do Cambirela, em Palhoça (1949)

Dois grandes acidentes de aviões são citados como os dois principais desastres aéreos de SC. Os casos foram detalhados em um vídeo pelo influenciador Lito Sousa, do canal Lito Aviões e Música, que recentemente foi diagnosticado com a Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). Em uma gravação de 2021, o piloto e mecânico de aviões detalha o acidente com um avião no Morro do Cambirela, em Palhoça, na Grande Florianópolis, em 6 de junho de 1949. O acidente matou 28 pessoas, não teve sobreviventes e foi considerado à época o maior acidente aéreo do país.

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Na ocasião, um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) colidiu contra uma rocha do Morro do Cambirela. A aeronave vinha do Rio de Janeiro e tinha como destino Uruguaiana, no Rio Grande do Sul. Eram 22 passageiros e seis tripulantes, e todos morreram na colisão.

Moradores da região e indígenas que viviam na região relataram ter visto o avião voando baixo e um barulho como um trovão. O resgate dos corpos demorou três dias. A divulgação do caso foi feita por emissoras de rádio, já que a televisão só foi inaugurada no país no ano seguinte, em 1950.

Voo 303 da Transbrasil, em Florianópolis (1980)

SC voltou a ser cenário de uma tragédia aérea em 12 de abril de 1980. O voo 303 da Transbrasil seguia de São Paulo para Florianópolis, antes de prosseguir até Porto Alegre. O Boeing 727 decolou do Aeroporto de Congonhas às 19h55min, com 58 pessoas a bordo. Durante a aproximação para o Aeroporto Hercílio Luz, a tripulação enfrentou chuva forte, granizo, turbulência e descargas elétricas.

Durante uma das curvas previstas no procedimento, o avião teria voado acima da velocidade indicada e permaneceu na manobra por mais tempo que o previsto. O movimento colocou o avião em rota de colisão com montanhas da parte norte da Ilha de Florianópolis. A aeronave colidiu contra o Morro da Virgínia, na região de Ratones.

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“Se ele tivesse somente 30 metros mais alto, teria passado por cima do morro, provavelmente concluído a viagem”, explicou Lito Sousa, no vídeo em que falou sobre o episódio. Dos 58 ocupantes, 55 morreram e três sobreviveram.

Helicóptero sequestrado no Norte de SC (2018)

O histórico de acidentes aéreos em SC envolve também ocorrências com aeronaves menores. A queda de um helicóptero deixou três mortos na tarde de 8 de março de 2018. O helicóptero teria sido sequestrado por criminosos para resgatar um detento prestes a ser transferido para uma unidade de segurança máxima, segundo informações da Polícia Civil à época. O helicóptero caiu a apenas dois quilômetros do Presídio Regional de Joinville. Nos destroços, foram encontrados um revólver e uma pistola.

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O helicóptero decolou de Penha e teria supostamente sido contratado para um sobrevoo em Joinville, mas a tripulação foi alvo de sequestro logo após a decolagem. O piloto, o copiloto e um passageiro morreram na hora, e um passageiro, detento do regime semiaberto à época, sobreviveu e foi detido.

Queda de avião com duas mortes no Norte de SC (2024)

Outro acidente aéreo em SC ocorreu em 5 de junho de 2024, com um avião de pequeno porte e duas mortes. O avião bimotor com capacidade para seis pessoas partiu de Governador Valadares (MG), com destino a Florianópolis, mas caiu em uma área de mata fechada entre Garuva e Itapoá, no Norte do Estado. O piloto e um engenheiro que era ex-diretor da empresa Odebrecht morreram na queda.

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Acidentes fora de SC

Morte de ex-presidente e governador

O histórico de acidentes aéreos com ligação com Santa Catarina envolve também outros episódios traumáticos que ocorreram fora do Estado. A queda de um avião em São José dos Pinhais, no Paraná, em 1958, matou o único catarinense que já ocupou a Presidência da República, Nereu Ramos, e o então governador de SC, Jorge Lacerda. Além deles, Leoberto Leal, então deputado federal por SC, também morreu no acidente aéreo.

Um avião da extinta Cruzeiro do Sul saiu de Porto Alegre (RS) e tinha como destino o Rio de Janeiro, à época capital do país. Antes, a aeronave parou em Florianópolis, onde embarcaram políticos influentes de SC. O avião caiu durante sobrevoo para pouso no Aeroporto Afonso Pena.

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Voo da Chapecoense (2016)

Um dos casos mais vivos na memória dos catarinenses é a tragédia do voo da Chapecoense, que matou 71 pessoas, entre membros da delegação do clube do Oeste de SC, profissionais de imprensa e da tripulação. O avião levava a equipe para a disputa da final da Copa Sul-Americana de 2016, mas a aeronave da empresa LaMia caiu perto do aeroporto de Rionegro, antes de chegar a Medellín, na Colômbia. As investigações apontaram que a queda foi causada por esgotamento total de combustível da aeronave. Seis pessoas sobreviveram à tragédia.

Avião desaparecido na Argentina (2022)

Outro caso de acidente aéreo que impactou catarinenses foi o desaparecimento de um avião catarinense com três brasileiros a bordo na Argentina, em abril de 2022. Um empresário de Florianópolis, um médico e um advogado voavam de El Calafate, província de Santa Cruz, com destino a Trelew, também na Argentina. A aeronave sumiu do alcance dos radares e nunca foi encontrada.

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Policiais chegaram a identificar que o avião caiu no mar e mergulhadores e submarinos fizeram buscas, mas o local é considerado inóspito, o que dificultou a procura por destroços. Desde então, não houve novos vestígios que motivassem novas buscas sobre o caso.