Ildo Raimundo da Rosa, delegado aposentado da Polícia Federal, morreu aos 75 anos, em Florianópolis, nesta segunda-feira (12). Ele se aposentou em 2015, após 42 anos de atuação como delegado.
Natural de Santa Vitória do Pamar, no Rio Grande do Sul, Ildo também atuou como superintendente do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF), secretário de Segurança Pública de Florianópolis e presidente do Conselho Estadual de Entorpecentes de Santa Catarina (Conen/SC). A cerimônia de despedida acontece no Cemitério Jardim da Paz.
A Prefeitura de Florianópolis decretou luto oficial de três dias devido ao falecimento do delegado. Em nota, a administração municipal afirmou que “a cidade reconhece sua trajetória e os relevantes serviços prestados à segurança pública e ao município de Florianópolis”.
Nas redes sociais, a morte do delegado foi lamentada por moradores de Florianópolis, tanto pela sua atuação na Polícia Federal quanto no IPUF. “Um chefe para bater palmas, sempre esteve do lado dos servidores do IPUF, que Deus o receba de braços abertos e conforte os familiares”, disse um usuário.
“Uma pessoa maravilhosa, um profissional dedicado, quanta saudade boa vou levar de nossos trabalhos . Descanse em paz meu amigo”, disse uma amiga.
“Profissional e ser humano diferenciado! Trajetória marcante no combate ao tráfico de entorpecentes ilícitos e mudou a realidade das agências de proteção civil e segurança de Florianópolis”, comentou outro.
Delegado participou de operação contra o tráfico internacional de drogas
Entre as operações de destaque da carreira do delegado Ildo Rosa, ele integrou as investigações da Polícia Federal na “Operação Playboy”, com ações em Florianópolis, em 2005. A operação foi coordenada pelo delegado Fernando Amaro de Moraes Caieron, então responsável pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes da PF em Santa Catarina.
Foram presos os principais traficantes de Santa Catarina que levavam drogas para o exterior. O grupo chamava a atenção por recrutar jovens de classe média alta, muitos deles praticantes de surfe e de esportes radicais, para transportar entorpecentes entre continentes.
Um dos nomes associados ao caso foi o de Rodrigo Gularte, brasileiro posteriormente condenado à morte na Indonésia por tráfico de drogas. Ele havia sido preso em Jacarta, em 2004, ao tentar entrar no país com seis quilos de cocaína escondidos em pranchas de surfe.



