Quem passa pela ponte no início da Rua XV de Novembro, no Centro de Blumenau, provavelmente percebeu um deslizamento de terra no fundo do icônico Grande Hotel. De acordo com a Defesa Civil, a erosão aconteceu na semana passada e os proprietários do imóvel foram notificados a apresentar um projeto para obra emergencial no local. O objetivo é evitar que a situação provoque danos na estrutura física do prédio.
O deslizamento é resultado dos dias seguidos com o nível do Ribeirão Garcia elevado. Quando a água começou a baixar, a terra na margem acabou cedendo. O nome técnico, explica o secretário Olímpio Menestrina, da Defesa Civil de Blumenau, é solapamento. A situação não é novidade naquele ponto. Tanto que é possível observar uma estrutura antiga de contenção no fundo do Grande Hotel.
A área que cedeu agora é onde fica o espaço de lazer do prédio, atualmente desativado. Porém, como adiantou o colunista Pedro Machado, existe uma proposta de reabrir o hotel. Imagens inéditas apresentadas ao Conselho Municipal do Patrimônio Cultural Edificado (Cope) de Blumenau revelaram como deve ficar o local após reforma (veja galeria abaixo).
O prédio histórico, projetado pelo renomado arquiteto Hans Broos, foi arrematado em leilão em 2019 pelo empresário Lindomar Vasconcelos, que já tem outros hotéis e negócios no varejo na região Norte do país.
A maior mudança no futuro empreendimento será a quantidade de apartamentos. O Grande Hotel original tinha 88 unidades. Agora, sob nova direção, esse número deve aumentar para 116, mesmo sem ampliação de área – os quartos ficarão um pouco menores. Embora o martelo ainda não esteja 100% batido, a tendência é que o nome do hotel também seja mantido. Um rooftop é previsto com um bar com vista privilegiada para o Centro Histórico.










