“É preciso manter o cérebro organizado”: aos 100 anos, professora emérita diz que entender o outro é segredo para longevidade

María Luisa López Grigera, filóloga de Sevilha, conta como chegar aos 100 anos em boa forma mental: livros, alimentação natural e muita conversa diária

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María Luisa López Grigera, filóloga de Sevilha, conta como chegar aos 100 anos em boa forma mental: livros, alimentação natural e muita conversa diária/Foto: Reprodução/Instagram/@abcdesevilla

A filóloga María Luisa López Grigera, catedrática emérita da Universidade de Michigan (EUA), completou 100 anos há poucos dias em Sevilha, na Espanha, e revelou o que considera o segredo para chegar até aqui: manter o cérebro bem organizado. Segundo ela, a dica veio de um médico norte-americano há 40 anos e foi aplicada ao trabalho e à vida.

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Natural de La Coruña, ela é uma das maiores especialistas em literatura espanhola sobre o Século de Ouro e foi a primeira mulher a proferir uma conferência inaugural em uma universidade espanhola.

Amiga de Américo Castro e Dámaso Alonso, então presidente da Real Academia Espanhola (RAE), foi indicada por Alonso como primeira mulher acadêmica da história da instituição, mas recusou, por considerar que outras duas mulheres tinham mais méritos.

Os hábitos que ela diz ter seguido ao longo da vida

O primeiro hábito é mental. Ela conta que sempre tentou fazer isso no trabalho e na vida, e que leu e escreveu muito. Sua biblioteca, antes de milhares de livros, hoje é bem menor, mas ela diz saber onde está cada exemplar.

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Na mesa, ela prioriza alimentos naturais e evita comida processada e condimentada. Come de tudo, em pequenas quantidades, com muitas verduras e produtos frescos.

Ela também diz que uma taça de Albariño, vinho galego, a ajudou a chegar até aqui. Hoje, porém, bebe água e reserva o vinho para celebrações, como o aniversário de 100 anos.

Como chegar aos 100 anos, segundo a catedrática?

Para ela, chegar aos 100 anos não é mérito pessoal. Ela atribui o crédito aos genes e à liberdade de pensamento que os pais estimularam.

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Ela nunca foi muito esportista, mas gostava de caminhar. Considera as relações sociais muito importantes e conversa diariamente com a sobrinha, catedrática de Direito Processual na Universidade Complutense de Madri.

Ela admite que tem problemas de mobilidade e que não aspira a viver outros cem anos. Ainda assim, acredita que chegar aos 100 será cada vez menos raro.

O que a centenária ensina além da longevidade

Questionada sobre a lição mais importante de cem anos, ela respondeu: aprender a entender os demais. Para ela, poder interpretar as pessoas é “um presente do céu”.

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O depoimento reúne hábitos que costumam aparecer nas conversas sobre envelhecimento saudável: mente ativa, alimentação natural em pequenas porções e convívio social.

Aos 100 anos, María Luisa López Grigera resume a receita sem promessas milagrosas: cabeça organizada, hábitos simples e gente por perto. A genética pesa, como ela mesma reconhece, mas a lição de curiosidade e convívio vale para qualquer idade.

Por Juliana Matias

*Material feito com ajuda da inteligência artificial e revisado por jornalistas.