Ela comanda 3 mil bovinos e está entre as mulheres mais poderosas do agro, segundo a Forbes

Advogada de formação, Ana Amélia Paulino administra fazenda em Goiás e foi a primeira mulher a presidir o Sindicato Rural de Porangatu

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Ana Amélia Paulino administra fazenda com cerca de 3 mil bovinos e criação de cavalos em Goiás (Fotos: Redes sociais – via Mais Goiás)

Ana Amélia Paulino administra fazenda com cerca de 3 mil bovinos e criação de cavalos em Goiás (Fotos: Redes sociais – via Mais Goiás)

Ana Amélia Paulino cresceu acompanhando o trabalho da família no campo, formou-se em Direito e passou a administrar uma propriedade com cerca de 3 mil bovinos. A pecuarista integra a lista das 100 Mulheres Poderosas do Agro de 2026, divulgada pela Forbes Brasil em 15 de outubro.

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Na Fazenda Barra das Onças, em Goiás, ela trabalha com gado da raça Nelore e criação de cavalos. Além da gestão ativa da propriedade, comanda o Sindicato Rural de Porangatu, no norte do estado.

Ana Amélia foi a primeira mulher a integrar a diretoria do sindicato e a assumir sua presidência, cargo que passou a ocupar em 2024. O pioneirismo aparece entre os destaques de seu perfil na seleção das mulheres poderosas do agro da Forbes.

Da formação jurídica à pecuária

Neta e filha de produtores rurais, Ana Amélia manteve a ligação com a fazenda ao longo de sua trajetória. E foi sua mãe, quem teve papel importante nesse caminho, especialmente na aproximação com as tarefas práticas da propriedade.

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Ao comemorar o reconhecimento nas redes sociais, ela relembrou a mudança de São Paulo para o campo goiano e o desejo de trabalhar como fazendeira. Hoje, divide sua atuação entre o rebanho, a criação de cavalos e as entidades do setor.

Também preside a Comissão de Equideocultura da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), dedicada às atividades relacionadas à criação de equídeos.

Liderança em um espaço masculino

A participação feminina na presidência dos sindicatos rurais ainda é escassa em Goiás. Segundo os números apresentados pela Forbes, apenas dez dos 121 sindicatos do estado têm mulheres no comando.

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Segundo Ana Amélia, ela relatou mudanças nas principais feiras da entidade para ampliar a participação do público. A programação passou a aproximar visitantes da produção rural, dos negócios e da tecnologia usada no campo.

Além disso, ela mencionou a criação de espaços dedicados às mulheres, com palestras e capacitação. Em entrevistas, falou das resistências que enfrenta à frente do sindicato e da necessidade de ampliar a presença feminina nesses cargos.

O reconhecimento da Forbes

A edição de 2026 retoma a seleção lançada em 2021 e reúne produtoras, pesquisadoras, executivas e dirigentes de diferentes regiões do Brasil.

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Segundo a Forbes, o levantamento considera o poder de decisão sobre recursos e pessoas, o impacto do trabalho e a capacidade de influenciar outras iniciativas. A lista contempla tanto a gestão de propriedades quanto a pesquisa, os negócios e a atuação em instituições do agronegócio.

Ana Amélia integra esse grupo de cem selecionadas. O reconhecimento não corresponde a um ranking de patrimônio nem aponta uma única mulher como a mais poderosa do setor.