Enfermeiro desce montanha e anda 16 km com bastão enfiado no peito para fugir de conta hospitalar

Acidente em montanha de quase 4 mil metros fez americano avaliar a própria lesão e recusar transporte de emergência pelo alto custo nos EUA

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Vara ficou a poucos centímetros de perfurar o pulmão, órgão vital (Foto: Divulgação)

A imagem surpreendente de um enfermeiro americano rodou o mundo após viralizar na web. Nela, David Cifaldi aparece consciente com um bastão de apoio à caminhadas atravessado em seu peito. Ele demorou seis horas para descer a montanha de quase 4 mil metros, nos Estados Unidos, com a vara no corpo. O caso aconteceu dia 20 de julho enquanto David fazia uma trilha com os amigos.

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A circunstância do fato se tornou surpreendente. Apesar de ter o bastão atravessado em seu corpo, David conseguia respirar e se locomover normalmente e optou por não chamar socorro em razão dos serviços hospitalares americanos serem excessivamente caros.

Para se ter uma noção, segundo a seguradora brasileira Porto Seguro, o valor médio de uma visita ao Emergency Room (ER), o pronto-socorro estadunidense, pode chegar até 3 mil dólares (R$ 15,4 mil) . Já o preço apenas para o transporte até o hospital, que poderia ser acionado pelo enfermeiro, varia entre 800 e 2.500 dólares (R$ 4,1 mil a R$ 12,8 mil).

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Enfermeiro percebeu momentos depois bastão enfiado no corpo

Morador do estado de Montana, David decidiu escalar o Granite Peak com seus amigos. O local tem 3.901 metros de altitude e é conhecido como o maior pico do estado, com clima instável e terreno acidentado.

O plano do grupo era subir ao topo da montanha, porém, ao alcançarem 16 quilômetros de trilha, o enfermeiro escorregou de uma pedra e o bastão que segurava cruzou o lado esquerdo de seu peito, bem abaixo do braço, saindo pelas costas.

— Eu simplesmente escorreguei. Foi uma coisa fora do comum, algo que normalmente faria você torcer o tornozelo, não sofrer uma lesão catastrófica — comentou David para a NBC.

Segundo o enfermeiro, ele não havia percebido o ocorrido até sentar e não encontrar seu bastão no chão. Por trabalhar na área da saúde, David pediu aos amigos que tirassem fotos do ferimento para poder avaliar sua situação.

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— Acho que meu cérebro de enfermeiro entrou em ação. Assim que consegui fazer uma avaliação e estabelecer que aquilo não representava um risco imediato à vida, fiquei convencido de que sairia da montanha pelos próprios meios — afirmou.

Após detectar que não corria risco imediato, o grupo decidiu voltar caminhando até a base da montanha sem retirar a vara. Foram seis horas de retorno até a cidade de Billings. No hospital ele foi sedado e retiraram o bastão.

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— Eu me sinto com muita sorte. Alguns centímetros para o outro lado e esta seria uma história diferente — disse à NBC.

David voltou a trabalhar alguns dias depois e segundos as redes sociais, ele pretende retornar à montanha no próximo ano para completar a travessia.

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O que fazer em situações de cortes profundos

David manteve o bastão dentro do corpo por questões de segurança. Um princípio médico afirma que se houver um material ou objeto cravado no corte, ele não deve ser retirado com risco de perda de sangue maior, segundo o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Diferentemente dos Estados Unidos, o Brasil garante atendimento gratuito para a população com o uso do Sistema Único de Saúde (SUS). Caso você precise de atendimento médico-hospitalar, entre em contato para Samu pelo número 192 ou para o corpo de bombeiros pelo número 193.

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*Sob Supervisão de Abinoan Santiago