Há quem diga que ele é herança da colonização italiana, uma adaptação de receitas europeias, mas o fato é que é difícil encontrar alguém que não goste de canudinho. Recheado de maionese de batatas, doce de leite, patês e até chocolate, é figurinha conhecida em festas e confraternizações, especialmente no Sul do Brasil. Por trás da massa crocante e salgada, há um trabalho bastante artesanal, revelam empreendedores catarinenses.
Dona de uma empresa de salgados em Brusque há 30 anos, Rita Scharf conta que não existe máquina que faça os canudinhos, então o processo é manual. A massa bate em um equipamento, é aberta com ajuda de um cilindro e cortada. Cada pedacinho é colocado na pequena forma que dá origem aos canudinhos, que são fritos.
Veja o passa a passo
Com o tempo, Rita e a família, que tocam o negócio em conjunto, perceberam que quanto menos interferência da temperatura, mais fácil é chegar no ponto ideal da massa. Por isso, a produção da marca deles ocorre só no terceiro turno, sempre com o ar-condicionado controlando o ambiente interno.
— Não pode ser muito frio para não secar a massa, que precisa grudar uma na outra na hora de formar o cone — comenta.
Tágor Schlemper, que é dono de uma “fábrica de canudinhos” em Biguaçu, também ressalta a dificuldade em acertar o ponto da mistura. Já testou diferentes marcas de farinha, espessura de massa e quantidade de água e, claro, nem sempre a receita sai 100%. Se ficar quebradiça demais, vira descarte.
— Nós produzimos de 35 a 40 mil canudinhos por dia, um trabalho totalmente artesanal — reforça.









