Estiagem em Canoinhas pode causar racionamento de água na cidade nos próximos dias

Ao contrário das cidades do Litoral Norte, onde chuvas causaram alagamentos e deslizamentos, o município sofre pela falta de chuva há um mês

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Nível do rio Canoinhas chegou a apenas 1,11 metro (Foto: Prefeitura de Canoinhas, Divulgação)

Em Canoinhas, no Planalto Norte de Santa Catarina, os moradores têm sofrido com uma situação diferente da que prejudicou os catarinenses nas primeiras semanas de fevereiro. Enquanto algumas cidades chegaram a registrar 100 milímetros cúbicos em 24 horas neste mês, em Canoinhas o acumulado de chuva para o município foi de 25 mm nos últimos 30 dias.

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Na manhã desta quarta-feira (19), o nível do rio Canoinhas caiu para 1,11 metro. Com isso, permanece a condição da estiagem na cidade e o alerta para economia de água entre os moradores. As exceções são em localidades do interior próximas ao Paraná, como Taunay e Boa Vista onde houve registro de chuva, com acumulados de até 70 mm. Em alguns pontos do distrito de Marcílio Dias também houve precipitação.

— A situação é de alerta. Embora tenha estabilizado, a situação preocupa, pois em um metro entramos em emergência — alerta o coordenador da Defesa Civil, Dario Gravi Gonçalves.

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Se a estiagem persistir, poderá haver racionamento de água:

— Quando chegar em 1,05 vamos reunir o Grupo de Resposta e Ações Coordenadas (Grac) para verificar sobre a possibilidade de controle na distribuição — afirma.

Como há previsão de temporais isolados, não se descarta a precipitação intensa em curto espaço de tempo, entretanto, como esta condição é de chuva mal distribuída pode ser que Canoinhas não registre tal intensidade. Não há tendência de chuvas volumosas para a região nos próximos dias.

Transtorno no campo

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Além do problema no abastecimento, o pouco volume de chuva traz transtorno para agricultura. A Secretaria de Desenvolvimento Rural de Canoinhas avalia que a produção do milho está afetada em torno de 10%.

— A estiagem afeta Canoinhas porque o nosso município é eminentemente agrícola. Aqui, até mesmo as lavouras irrigadas de hortaliças registraram perdas por causa da dificuldade na captação de água. A produção de milho também foi afetada. Devemos registrar uma perda em torno de 10% e isso gera grande preocupação, tendo em vista que o consumo na região é muito grande por causa da suinocultura e avicultura — argumentou o secretário de Desenvolvimento Rural de Canoinhas, Edison Kuroli.