O candidato Augusto Cury (Avante) defendeu a ampliação da telemedicina em entrevista ao Jornal Nacional, da rede Globo, na noite deste sábado (29). O candidato foi o sexto e último entrevistado da série de sabatinas promovida nesta semana pela emissora, com os jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli.
Formado em Medicina, Cury estimou que seria possível “resolver 80% dos casos” com um sistema de telemedicina.
Se for robusta e inteligente, com médicos capazes e atendimentos 24 horas por dia, você pode atender uma criança da periferia de madrugada. Podemos construir a melhor telemedicina do mundo.
Cury foi questionado, então, sobre um possível conflito de interesses, visto que atuava como embaixador de uma empresa de telemedicina. O candidato negou a contradição entre as questões.
Em hipótese alguma. Eu já tive experiência e não tenho mais nenhuma relação, mas sei que é possível. Vai haver desafios, não é algo rápido. Estou propondo algo para as pessoas que são pobres.
Cury foi indagado novamente sobre a posição que ocupou na empresa, mas disse que não possuía mais relação como embaixador. Tralli reforçou que “seu nome está no site da empresa”. Cury afirmou: “Então tem que tirar rapidamente. Eu já fui embaixador de vários projetos”.
Para ele, a telemedicina poderia acelerar os atendimentos e diminuir as filas, além de se mostrar alinhada à revolução tecnológica.
“ O mundo está mudando de maneira tão rápida que nem os médicos estão conseguindo acompanhar. O que você prefere: ter uma excelente consulta com um cardiologista on-line ou esperar 57 dias? É melhor equiparmos o sistema do que fazer as pessoas esperarem dezenas de dias por uma consulta”, afirmou.

















