Fábrica de bilionários, WEG guarda símbolo dos encontros entre sócios que ajudaram a moldar a gigante global

A mesa de café da manhã, projetada por Eggon, o "E" da sigla, foi cenário de inúmeras reuniões

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Mesa de café da manhã foi cenário de decisões entre sócios (Foto: Museu da WEG, Divulgou)

A multinacional de Jaraguá do Sul, a WEG, hoje é uma gigante do setor de motores e geração de energia. Mas, sua história guarda um símbolo que se tornou um dos “segredos” das decisões dos três fundadores. A mesa de café da manhã, projetada por Eggon, o “E” da sigla, foi cenário de inúmeras reuniões entre os sócios. O objeto está exposto no museu da companhia.

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O Museu WEG de Ciência e Tecnologia, criado na primeira sede da companhia em Jaraguá do Sul, ajuda a contar a história da energia elétrica em todo o mundo. A mesa é parte importante dela. O objeto era o ponto de encontro do Frühstück (café da manhã em alemão), entre Werner Ricardo Voigt, Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus. Ela foi especialmente projetada para que os três pudessem se olhar. A mesa expressava uma forma de gestão baseada no diálogo e na participação.

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As conversas entre eles na mesa foram feitas principalmente entre os anos 60 e 70. Segundo o museu, ela segue como um ícone da cultura participativa da empresa, que valoriza o envolvimento coletivo nas decisões desde os seus primeiros anos. A WEG foi fundada em setembro de 1961. Hoje, visitantes podem conhecer a mesa e outros objetos da história da empresa no museu. A mesa está exposta na sala Caminhos.

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O “E” da WEG

Eggon nasceu em 17 de outubro de 1929 em um território que, atualmente, pertence ao município de Schroeder. Ele, porém, construiu sua vida na cidade vizinha Jaraguá do Sul. Aos 13 anos, já começou a trabalhar como “faz tudo” em um cartório da cidade.

Com a experiência que adquiriu em assuntos administrativos, passou a atuar em um dos principais bancos do Estado. Após 14 anos, deixou o emprego para tornar-se sócio da João Wiest & Cia. Ltda., uma firma especializada na produção de canos de escape para veículos. Na época, a empresa tinha apenas oito funcionários.

Quatro anos depois, Eggon deixou a empresa, que já tinha 150 funcionários, para enfrentar o maior desafio de sua carreira. Em setembro de 1961, ao lado dos amigos Werner Ricardo Voigt e Geraldo Werninghaus, fundou a WEG.

Eggon foi presidente da companhia até 1989 e participou diretamente dos destinos da empresa. Ele foi o primeiro líder que colocou a WEG entre as maiores do setor, com participação destacada no mercado nacional e internacional. Neste mesmo ano, passou o cargo ao seu filho Décio da Silva. Eggon morreu no dia 13 de setembro de 2015.