Família de idoso morto após briga por R$ 5 mil de aluguel em SC pode receber R$ 200 mil em indenização

Idoso de 75 anos teria sido estrangulado após discussão com inquilinos e enterrado nos fundos do imóvel

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Corpo do idoso estava corpo do idoso enterrado nos fundos da residência (Foto Polícia Civil de Pinhalzinho, Diulgação)

Corpo do idoso enterrado nos fundos da residência (Foto: Polícia Civil de Pinhalzinho, Divulgação)

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pediu à Justiça a fixação de uma indenização mínima de R$ 200 mil para a família de Valdir Bazanela, de 75 anos. O homem foi morto após uma discussão envolvendo cerca de R$ 5 mil em aluguéis atrasados, em Pinhalzinho, no Oeste de Santa Catarina. Os dois inquilinos do idoso foram denunciados por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e desobediência.

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A denúncia apresentada pela 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Pinhalzinho foi recebida pela Justiça nesta sexta-feira (7). Com isso, os dois inquilinos passam a responder formalmente à ação penal. O caso deverá ser submetido ao Tribunal do Júri.

Além da responsabilização criminal, a Promotoria requer que seja estabelecido o valor mínimo de R$ 200 mil para reparação dos danos causados à família da vítima, incluindo danos morais.

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O crime ocorreu em 20 de julho. Segundo o Ministério Público, Valdir alugava um imóvel aos denunciados e o homicídio teria sido motivado por desavenças relacionadas ao contrato de locação e aos atrasos no pagamento.

De acordo com a investigação da Polícia Civil, os inquilinos estavam com aproximadamente três meses de aluguel atrasados. O imóvel era alugado por cerca de R$ 1,7 mil mensais, o que fazia a dívida chegar a aproximadamente R$ 5,1 mil.

Conforme relatado pelo delegado Éder Matte após a conclusão do inquérito, Valdir chegou a pregar a porta da residência para impedir que os inquilinos continuassem utilizando o imóvel. No dia seguinte, os investigados teriam procurado o idoso na empresa onde ele trabalhava para discutir a situação e depois seguido até a casa.

Ao encontrarem a porta pregada, os homens teriam arrombado a entrada. Valdir chegou posteriormente ao imóvel e uma nova discussão teve início. Segundo a Polícia Civil, foi nesse momento que ocorreu o homicídio.

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Corpo foi enterrado no quintal

Na denúncia, o MPSC sustenta que o idoso morreu em decorrência de asfixia mecânica por estrangulamento. A acusação afirma que o homicídio foi praticado por motivo fútil, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.

Horas depois do crime, conforme a Promotoria, os denunciados teriam colocado o corpo em uma cova nos fundos da própria residência onde o homicídio ocorreu.

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O cadáver foi localizado durante as buscas realizadas após familiares comunicarem o desaparecimento de Valdir. Segundo a Polícia Civil, o idoso foi encontrado com os pés e as mãos amarrados e uma corda envolvendo a boca e o pescoço.

Durante a investigação, foram ouvidas testemunhas e analisadas imagens de videomonitoramento, laudos periciais e outros elementos técnicos. A Polícia Civil indiciou os dois homens por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.

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Denúncia também aponta desobediência

O Ministério Público acrescentou ainda à denúncia o crime de desobediência. Segundo a acusação, durante diligências policiais realizadas cinco dias após o homicídio, os dois homens teriam descumprido ordens dadas pelos agentes.

Um dos denunciados teria fugido ao receber ordem de parada, enquanto o outro teria resistido às determinações policiais.

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Com o recebimento da denúncia, o processo segue na Justiça. Por se tratar de acusação por crime doloso contra a vida, o homicídio deverá ser analisado pelo Tribunal do Júri.