Famílias atingidas por vazamento da Casan em Florianópolis protestam e exigem ações preventivas

Além de pedir agilidade nos processos de indenização, as famílias exigem assistência e ações preventivas para evitar futuros incidentes

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Heloísa e o Marido, Reginaldo, perderam as motocicletas que tinham (Foto: Ângela Bastos)

Moradores que tiveram suas casas atingidas pelo vazamento de 2 milhões de litros d’água do reservatório da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), na madrugada do dia 6, fizeram um protesto na tarde desta quarta-feira (13) no Monte Cristo, em Florianópolis. A manifestação se concentrou em frente à caixa d’água e reuniu dezenas de pessoas. As famílias usaram cartazes e bateram panelas. Além de pedir agilidade nos processos de indenização, as famílias exigem assistência e ações preventivas para evitar futuros incidentes. Pelo menos 90 veículos e 220 famílias foram atingidas. A estrutura localizada na Rua Luiz Carlos Prestes dava sinais de vazamentos, conforme vídeos feitos pelos moradores, em maio, somente um ano depois da inauguração, em abril de 2022.

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— Eu e meu marido perdemos nossas motocicletas. Estou aqui para pedir mais rapidez, pois preciso me deslocar para trabalhar, e até agora estou sem receber auxílio — contou Heloísa dos Santos.

Diferente dela, o marido, Reginaldo Lopes, já recebeu a indenização prometida pela Casan. Ocorre que, Heloísa recém havia comprado a moto e ainda não feito a transferência. Na quarta-feira, ela já tinha em mãos documentos do Detran que hoje serão encaminhados para a Casan.

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— A gente sofre com o dano material, mas também emocional. Tem muita gente angustiada, sem dormir e até sem fome. Felizmente ninguém morreu, mas a rotina da gente mudou de uma hora para a outra e a cabeça das pessoas não fica boa — observou Heloísa.

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Na quarta-feira, uma comissão de moradores esteve na Casan apresentando reivindicações. A Companhia prometeu acelerar os processos e estipulou que a cada dia 20 famílias serão atendidas. A expectativa da Casan é de que até o final de semana todas as famílias cadastradas sejam atendidas. Nesta primeira fase, os valores se referem a perdas em veículos, eletrodomésticos e roupas. O levantamento dos prejuízos com os imóveis segue em andamento por equipes que estão em campo. Pelo menos 12 casas foram totalmente condenadas e estão sendo demolidas. Sobre a ajuda psicológica, a Companhia disse ter mobilizado desde a data do acidente sua equipe de assistentes sociais e psicólogos para assistir as famílias atingidas. De sábado até quarta-feira, 84 famílias receberam algum valor de indenização de um total de cerca de RS 1 milhão.

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