Fotógrafa que trabalhou na Tate Modern deixa Londres e cria projeto de cerâmica e bem-estar em vilarejo da Espanha

Ana Escobar viveu 21 anos fora da Espanha antes de se instalar em Galaroza, onde une cerâmica e terapia Gestalt

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Após deixar Londres, Ana encontrou na cerâmica uma nova forma de expressão artística e bem-estar emocional (Reprodução: canalsur/ YouTube)

Após deixar Londres, Ana encontrou na cerâmica uma nova forma de expressão artística e bem-estar emocional (Reprodução: canalsur/ YouTube)

Trocar uma carreira consolidada em uma das maiores cidades do mundo pela tranquilidade de um pequeno vilarejo pode parecer uma decisão difícil. Para a espanhola Ana Escobar, a mudança foi a oportunidade de descobrir uma nova maneira de viver, trabalhar e cuidar do próprio bem-estar.

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Natural de Huelva, no sul da Espanha, ela trabalhou na Tate Modern, em Londres, antes de se mudar para Galaroza, um pequeno município do Parque Natural da Serra de Aracena e Picos de Aroche. Lá, criou o TierraFuego, projeto que combina cerâmica e conhecimentos da terapia Gestalt.

Da carreira em Londres à tranquilidade de um vilarejo espanhol

Antes da fotografia, Ana trabalhou no setor bancário. Segundo o programa Los Repobladores, do Canal Sur, ela deixou um emprego bem remunerado para estudar design e fotografia e passou 21 anos fora de sua cidade natal.

Ana saiu de Huelva em 1996 e viveu em Barcelona, Tóquio, Madri e Londres. Na capital britânica, concluiu licenciatura e mestrado em fotografia no London College of Communication, em 2016. Suas fotografias foram expostas no Reino Unido, na Europa e na China e publicadas em veículos como The New York Times e The Guardian.

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Apesar das oportunidades, o desejo de voltar às próprias raízes ganhou força. Em 2022, Ana e o companheiro, de origem inglesa, se instalaram em Galaroza. De volta à Espanha, ela cursou estudos superiores de cerâmica na Escola de Arte León Ortega, em Huelva.

Como a cerâmica virou um projeto de bem-estar

Em Galaroza, Ana encontrou espaço para uma relação mais próxima com a natureza e com o trabalho manual. Desde setembro de 2022, atua como profissional autônoma, e dessa experiência nasceu o TierraFuego, que usa a cerâmica e a arte como caminho para o bem-estar.

O projeto também incorpora conhecimentos da terapia Gestalt, abordagem que valoriza a percepção do indivíduo sobre suas experiências, sentimentos e relações com o ambiente. Ana está em formação como terapeuta Gestalt pela Escola Gestalt Afra, em Huelva.

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A proposta não se concentra apenas no resultado final. “No TierraFuego, colocamos o foco no processo de criação, e não no resultado final”, disse Ana à Associação para o Desenvolvimento Rural da Andaluzia (ARA), em julho de 2026.

Durante as atividades, o contato com a argila convida os participantes a prestar atenção nos movimentos das mãos, nas sensações e nas transformações do material. Para Ana, “trabalhar com barro é uma forma de falar com as mãos do território, de seu patrimônio e de sua gente”.

Oficinas no ateliê e pela região

As aulas e oficinas acontecem no espaço de Ana em Galaroza, que tem barro, tornos e fornos. Algumas atividades têm temas ligados ao território, como a água e a dehesa, paisagem típica da região com árvores esparsas e pastagens.

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O projeto também leva oficinas itinerantes a centros de saúde, casas rurais, hotéis, prefeituras, escolas e associações.

A trajetória de Ana mostra que uma mudança de carreira não precisa significar abandonar tudo o que foi construído antes. No TierraFuego, a fotografia, o ensino e a formação terapêutica passaram a fazer parte da mesma proposta.

Mais informações sobre o projeto estão no site tierrafuego.art.