Criado em 1999, o Parque da Luz é reconhecido como um dos principais parques urbanos da capital catarinense, localizado na cabeceira da Ponte Hercílio Luz, no centro da cidade. Mas, antes de ser uma área verde preservada de mais de 37 mil metros quadrados, o local já foi o cemitério de Desterro, antigo nome de Florianópolis.
O local já passou por diversas reformas desde então e tem manutenção garantida pela Associação dos Amigos do Parque da Luz, uma entidade não governamental e sem fins lucrativos, reconhecida como de utilidade pública municipal e estadual.
Construção de monumento na Capital estimulou transformação de cemitério
O cemitério funcionou de 1840 até 1925 e era destinado às Irmandades e Ordens religiosas, mas foi desativado e transferido para o Bairro Itacorubi, em 1920. A decisão surgiu junto ao início das obras da Ponte Hercílio Luz, cartão-postal da ilha manezinha.
Veja fotos que mostram a história do Parque da Luz
Com a construção da arquitetura, a prefeitura não achava mais a região adequada para o cemitério. Segundo a historiadora Elisiana Castro, eram quase 30 mil sepultados na necrópole. A maioria dos restos mortais foi exumada e levada para outro local, mais afastado.
“Os termos de exumações apresentam aproximadamente 800 exumações e algumas retiradas de ossadas, não permitindo afirmar a transferência de todos os que ali estavam enterrados”, relata.
O espaço, no entanto, ficou abandonado e, como afirmou a pesquisadora, nem todos os corpos foram retirados do terreno do parque. Dessa forma, durante décadas, estudantes de Medicina da Capital coletaram e utilizaram o local para pesquisas e retirada de ossadas.
Surgimento do parque
Após o fechamento do cemitério, a área foi vítima da especulação imobiliária, mas em 1997 foi criada a Associação dos Amigos do Parque da Luz (AAPLuz), uma organização não governamental, com o objetivo de preservar esta área verde histórica e conscientizar a comunidade. O projeto ganhou mais força com o tombamento da Ponte Hercílio Luz e com a sua reabertura para pedestres e ciclistas em 1986.
Foram necessárias 10 mil assinaturas da população, mas a AAPLuz conquistou a lei municipal 051/99, que garantiu os direitos de cuidado ambiental. Desde então, o local é ponto de encontro para eventos, passeios e descanso de visitantes de todas as faixas etárias.
Atualmente, os serviços operacionais e de manutenção do parque são realizados pela Floram, com ajuda periódica da Comcap. Além de ajuda voluntária dos condomínios ao redor e moradores locais.
*Sob Supervisão de Daiane Nora








