Foram quase três anos afastada do trabalho de apoio de caixa na Havan de Navegantes para tratar um grave câncer de mama. O que Vanessa Schlemper não esperava era que os colegas a recepcionariam com uma bonita homenagem. Ao chegar para o trabalho, a funcionária de Luciano Hang se deparou com um corredor humano, cartazes, flores e muito carinho.
“Eu estou emocionada até agora”, comentou Vanessa nesta terça-feira (8), quase duas semanas depois do bonito episódio.
Moradora de Navegantes, a mulher de 42 anos já tinha histórico de câncer de mama na família e por isso sempre esteve atenta ao assunto. Há três anos, em outubro, coincidentemente mês de conscientização sobre o tema, ela reparou em um caroço no peito e procurou o posto de saúde do bairro.
Quimio, radioterapia, cirurgias
Mãe de um adolescente que agora tem 14 anos, viu o mundo desabar ao confirmar o diagnóstico do tumor maligno. Em dois anos e oito meses foram 16 sessões de quimioterapia, 15 de radioterapia, quatro cirurgias e diversos outros desafios de saúde e autoestima impostos pela doença.
Vanessa, que sempre foi tida tanto pelos colegas de trabalho quanto por quem convive com ela como uma pessoa “de luz”, não se deixou abater. Tentou manter o otimismo na maior parte do tempo, tirou forças da fé em Deus, da vontade de aproveitar a vida e do amor pelo filho e seguiu.
“Eu sempre fui alegre, alto-astral e tenho para mim que se eu posso, eu consigo”.
E conseguiu. Para isso, porém, precisou deixar o trabalho que tanto gosta para cuidar de si mesma. No retorno no último dia 27, Vanessa conheceu novos rostos, mas encontrou o mesmo acolhimento de quando saiu. De volta ao batente, a colaboradora agradeceu, inclusive, à empresa:
“Nosso grito de guerra fala em “força, garra e determinação” para vencer as metas. Eu pensava nisso em todos os momentos difíceis que enfrentei. Acho que Deus me colocou nesse emprego para me preparar para o que viria”.















