Greve dos motoristas de ônibus chega ao fim em Florianópolis

Greve que começou na última quarta-feira (11) aconteceu nove anos após a última paralisação

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Ônibus circulando por Florianópolis (Foto: Lucas Amorelli, Arquivo DC)

Após uma semana, a greve dos motoristas de ônibus chegou ao fim nesta quinta-feira (19), em Florianópolis. Parte das reivindicações foram conquistadas pela categoria. 

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Segundo informações da prefeitura da cidade, o acordo entre sindicatos patronal e dos trabalhadores foi de aumento de 6% no salário, 10% no vale alimentação e 10% de gratificação para quem dirige sozinho, ou seja, sem cobrador. Ainda segundo o governo municipal, as paralisações foram esporádicas, não afetando todas as linhas. Em sete dias, foram cerca de 15 horas de greve. 

A reportagem do NSC Total entrou em contato com o Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros da Grande Florianópolis (Setuf) e o  Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Urbano da Região Metropolitana de Florianópolis (Sintraturb), mas não obteve retorno até a publicação da matéria.

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Veja fotos da greve em Florianópolis na última terça-feira (16)

Reivindicações e propostas

Os motoristas e cobradores pedem um aumento de 6% no salário, de 10% no tíquete alimentação, e de 10% na gratificação Trabalhar Sozinho (dirigir e cobrar). Conforme o Sintraturb, uma das propostas patronais consideradas insuficientes e que deu origem ao estado de greve propunha ações como o fim do duplo contrato de 6h20min e 3 horas, o pagamento com adicional das horas trabalhadas em sequência à jornada noturna, inclusive as extras, e o pagamento do vale alimentação a ser feito no primeiro sábado de cada mês.

Além disso, a proposta também tratava do fornecimento de dois conjuntos de uniformes, com quatro peças, a cada seis meses; que os custos dos exames toxicológicos exigidos sejam cobertos de forma integral pelas empresas; e a retirada da obrigação de devolução dos valores do troco em caso de assaltos, além da prevista retirada da escala e apoio para a lavratura do BO.

As escalas de feriados especiais também entraram na proposta, com a garantia de que seja garantido o rodízio no feriado de Natal e Ano Novo, folgando nestas datas os trabalhadores que atuaram em 2024. As empresas também garantiriam o pagamento do salário normativo ao empregado afastado por doença até a data do recebimento da primeira parcela do benefício do INSS. O pagamento também deve ser ressarcido pelo empregado em até seis parcelas.

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O sindicato também pede que as empresas se reúnam com os membros do órgão todos os meses para tratar dos problemas e pendências cotidianas; e que as empresas assumam a totalidade do aumento das mensalidades até o limite de 10% dos planos de saúde.

Na noite de segunda-feira (16), o Setuf anunciou que retirou a proposta feita na quarta-feira (11), que previa o aumento de salário de 6%, com ganho real de 0,68%, do vale alimentação de 10%, com ganho real de 4,68%, e do bônus Dirigir Sozinho para 10%, com ganho real de 4,68%.

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Com a retirada de validade da proposta, o sindicato voltou a propor apenas o aumento pelo INPC — ou seja, reajuste de 5,42% no salário, 5,32% no vale alimentação, e 5,32% no bônus Dirigir Sozinho.

Entretanto, após reunião nesta quinta-feira (19) e nova proposta, a greve foi encerrada com acordo de aumento de 6% no salário, 10% no vale alimentação e 10% de gratificação para quem dirige sozinho, ou seja, sem cobrador.

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