Justiça determina demolição do esqueleto do Edifício América, no Centro de Blumenau

Defesa pretende recorrer com laudo técnico que aponta que melhor solução é manter o prédio

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Edifício fica em frente à Câmara de Vereadores (Foto: Patrick Rodrigues)

O esqueleto do Edifício América, prédio que fica no Centro de Blumenau, terá de ser demolido. A decisão é do juiz federal substituto Leandro Cypriani, da 1ª Vara de Blumenau. A sentença faz parte de uma ação movida pelo Ministério Público Federal, que pediu a demolição da estrutura inacabada por ter sido erguida em área de preservação permanente. A defesa pode recorrer. 

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No documento assinado na noite desta terça-feira (20), o juiz determina que o Clube Náutico América, a R.B. Planejamento e Construções, a Itacolomi Incorporações Imobiliárias e a prefeitura façam a demolição total do prédio erguido no Centro Histórico, ao lado da Praça Hercílio Luz, mais conhecida como Biergarten. 

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Depois, eles precisam elaborar um laudo técnico da situação do terreno em até um ano para poder recuperá-lo. A área precisa voltar a ser preservada. 

“A inobservância dos prazos estabelecidos ao cumprimento das determinações precedentes implicará, a cada um dos demandados, ora condenados, em multa diária de R$ 1.000 em caso de injustificado descumprimento e inicialmente pelo prazo de dois meses”, estipulou o juiz. 

Os envolvidos têm 15 dias para se manifestarem sobre a decisão. 

Defesa recorrerá

Há 10 anos a demolição do prédio foi decretada em primeira instância pela Justiça Federal, mas a defesa conseguiu reverter a situação e o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) anulou a decisão e determinou a realização de prova pericial. 

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Durante o processo, um laudo técnico mostrou que manter o edifício seria mais benéfico ao meio ambiente do que demolir a estrutura. Por isso, o advogado do Clube Náutico, Sérgio de Souza, estranha a conclusão do juiz desta semana. 

— Poucas vezes vi uma sentença ir contra um laudo técnico. Demolir é mais oneroso, prejudicial, significaria o fim de um clube centenário — sustenta o advogado. 

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Souza garante que a defesa recorrerá ao TRF4 dentro do prazo. O advogado da R.B. Planejamento e Construções, a Itacolomi Incorporações Imobiliárias, Angelito Barbieri, também afirma que entrará com o recurso. Para ele, o trecho do Código Florestal usado como base na decisão judicial não se aplica em áreas urbanas consolidadas, como é o caso da região central.

A reportagem entrou em contato com a prefeitura, que não se manifestou até o fechamento deste texto. A ação, que dura mais de uma década, não tem data para acabar. Enquanto nada é resolvido, a construção não pode ser modificada.