O empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, presenteou nesta terça-feira (11) o pedreiro Douglas Costa Ribeiro, de 35 anos, com uma nova prótese para a perna esquerda, perdida em um acidente quando ele tinha 16 anos. A entrega aconteceu em uma clínica de Florianópolis, onde o trabalhador faz acompanhamento médico.
A história de Douglas chamou a atenção de Hang após uma reportagem do portal Sul In Foco mostrar o pedreiro trabalhando nas obras da SC-108, em Cocal do Sul, no Sul de Santa Catarina. Mesmo sem uma das pernas, ele mantém a rotina na construção civil.
Pedreiro foi surpreendido ao chegar para consulta
Nesta terça-feira, Douglas chegou à clínica por volta das 11h para uma consulta de rotina e foi surpreendido pela presença do empresário. Foi a primeira vez que os dois se encontraram pessoalmente.
“Eu fiquei muito impressionado com a história do Douglas. Ele poderia ter parado de trabalhar, mas não parou. Continuou na obra, mesmo diante dessas condições. É um exemplo de trabalho e dedicação para muitos brasileiros”, afirmou Hang.
Para definir o equipamento, uma equipe médica avaliou as necessidades de Douglas e as exigências físicas do trabalho na construção civil, conforme informações divulgadas pela Havan. Ele agora passa pela adaptação à prótese e segue em acompanhamento com fisioterapia.
A nova prótese deve dar mais autonomia ao pedreiro. Uma das primeiras vontades dele é poder sair para passear com a esposa e voltar a caminhar segurando a mão dela, algo que ficou mais difícil após a amputação, conforme a Havan.

Quem é o pedreiro que perdeu a perna e ganhou prótese de Luciano Hang
Morador de Laguna, no Sul de SC, Douglas perdeu a perna esquerda aos 16 anos, após um acidente de carro provocado por um motorista embriagado, segundo matéria do Sul in Foco. O padrasto morreu no acidente, e Douglas ficou 16 dias em coma e 28 dias internado.
Depois da recuperação, voltou à construção civil, profissão que aprendeu com o pai. Atualmente, trabalha em obras de rua e realiza tarefas como subir em escadas e telhados, mesmo sem a prótese.
Na reportagem, Douglas afirmou que nunca deixou a limitação física definir sua vida.
“O trabalho dignifica a pessoa. Eu sou feliz assim. Hoje não consigo me imaginar sentado o dia inteiro em um escritório. Gosto do que faço.”















