Luiza, Venice e Isadora: as maçãs de SC que caíram no gosto dos europeus

Produção das frutas desenvolvidas pela Epagri/Ciram deve ser expandida para outros países

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Conheça as maçãs de SC que avançam mundialmente após ficarem famosas na Europa (3)

Maçãs Luiza, Venice e Isadora conquistaram a Europa (Foto: Sambóa, Divulgação)

Três variedades de maçãs desenvolvidas pela Epagri/Ciram em Santa Catarina ganharam espaço nas prateleiras dos mercados da Europa. Segundo o órgão responsável, o sucesso mundial acontece devido a qualidade da fruta catarinense e às vantagens competitivas para os produtores cultivarem as maçãs Luiza, Venice e Isadora, como são conhecidas. 

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Com 200 hectares de pomares produzindo na Itália, a primeira safra comercial foi colhida no verão/outono de 2023. Agora, a Epagri/Ciram tem como objetivo expandir a produção para outros países como Nova Zelândia, Chile, África do Sul, Austrália e Estados Unidos. Segundo o órgão, a previsão é atingir 4 mil hectares com as três variedades nos próximos oito anos. 

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Conheça as maçãs

Adaptação ao clima europeu 

As macieiras de Santa Catarina, de acordo com a Epagri, chamaram a atenção dos europeus pela qualidade das frutas e pela boa adaptação, mesmo sob condições climáticas mais quentes. Isto porque uma das metas do Programa de Melhoramento Genético da Epagri é desenvolver cultivos com menor requerimento de frio hibernal para a superação do período de dormência.

Apesar do sucesso mundial e da qualidade superior comprovada dessas macieiras, no Brasil, a Luiza, a Venice e a Isadora ainda não “decolaram”. 

— A barreira comercial imposta pelo mercado de maçã Gala e Fuji é tão grande que, mesmo portando diversas vantagens agronômicas e alta qualidade, as novas variedades híbridas não se consolidam no país e acabam não tendo plantios expressivos — explica o pesquisador Marcus Vinicius Kvitschal, responsável pelo Programa de Melhoramento Genético de Macieira da Epagri.

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Royalties para SC

Enquanto os brasileiros não encontram essas variedades de maçã no mercado e o país não fatura com a produção, a Epagri arrecada royalties pela venda de mudas e frutas com a marca Sambóa, responsável pelas variedades que fazem sucesso na Europa.

Os recursos financiam novas pesquisas para beneficiar o setor produtivo brasileiro. Até 2023, a empresa arrecadou quase € 400 mil (cerca de R$ 2 milhões) entre taxas de cessão do direito de uso dos cultivares e royalties de comercialização de mudas e de frutas com a marca.

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