Cientistas alertam sobre descoberta de mais de 1,7 mil vírus nas profundezas de geleira

Vírus descobertos em um núcleo de gelo de 300 metros de comprimento datam de 41 mil anos

Compartilhe:
Vírus foram encontrados em geleira no Tibete - foto ilustrativa (Foto Banco de Imagens)

Vírus foram encontrados em geleira no Tibete - foto ilustrativa (Foto: Banco de Imagens)

Mais de 1,7 mil vírus foram descobertos pelos cientistas nas profundezas da Geleira Guliya, no Planalto Tibetano, na China. Muitos destes micróbios nunca foram vistos antes. O estudo foi publicado em 26 de agosto na revista Nature Geoscienc. Embora estes organismos não representem ameaça à saúde humana, os especialistas levantas preocupações de que, com o derretimento das geleiras por conta do aquecimento global, apareçam outros patógenos até então desconhecidos pela ciência. As informações são do O Globo.

Continua após a publicidade

Clique aqui para receber as notícias do NSC Total pelo Canal do WhatsApp

De acordo com o jornal britânico Daily Mail, os vírus descobertos em um núcleo de gelo de 300 metros de comprimento datam de 41 mil anos e sobreviveram a três grandes mudanças de clima. Estes micróbios em questão  só podem infectar arqueas — organismos unicelulares — e bactérias, ou seja, não podem deixar humanos, animais ou plantas doentes.

Continua após a publicidade

Novos vírus nocivos podem aparecer

Patógenos mortais surgiram do derretimento do pergelissolo (camada de solo que se encontra permanentemente congelada) em outros locais ao redor do mundo. Em 2016, por exemplo, esporos de antraz escaparam de uma carcaça de animal que estava congelada na Sibéria por 75 anos. Dezenas de pessoas foram hospitalizadas e uma criança morreu.

Um vídeo do rapper e ator norte-americano Chris “Ludacris” Bridges bebendo água derretida de uma geleira no Alasca viralizou nas redes sociais na última semana. A publicação feita apenas um dia após o estudo ser divulgado fez com que os internautas se questionassem se ele estaria arriscando a vida por beber água não tratada das geleiras, dado o histórico dos micróbios encontrados nestes locais. Veja o vídeo.

*Sob supervisão de Luana Amorim

Leia também

Antes e depois: imagem mostra derretimento de geleira com mudanças climáticas em 15 anos

Continua após a publicidade

O que é a “geleira do Juízo Final”, onde submarino desapareceu misteriosamente