Mendonça rejeita ação contra aumento do Bolsa Família anunciado pelo governo

O pedido teria caráter provisório com um não reajuste do benefício até o julgamento da ação ou até o final das eleições.

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André Mendonça tem ligação com o Instituto Iter (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Ministro André Mendonça é o relator do caso Master no STF (Foto: Carlos Moura, STF)

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rejeitou ação do deputado federal Zé Tovão (PL-SC), que questionava o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Lula (PT), sem entrar no mérito. A decisão foi tomada nesta quitna-feira (15).

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O reajuste propõem que o piso do programa passe de R$ 600 para R$ 691. O novo valor já começa a ser pago a partir de 19 outubro.

O que diz a ação contra o ajuste

A ação afirma que é necessária intervenção da Justiça Eleitoral para impedir que recursos públicos fosse usados de modo a comprometer a igualdade de oportunidades entre candidatos. O deputado que entrou com o pedido é candidato à reeleição e aliado de Flávio Bolsonaro.

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O pedido teria caráter provisório com um não reajuste do benefício até o julgamento da ação ou até o final das eleições.

Quem são os atuais deputados federais de SC

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) pediu que a Corte suspenda o reajuste anunciado pelo governo. A representação foi assinada pelo procurador Lucas Furtado, segundo informações do g1.

“O decreto produz efeitos financeiros a partir do primeiro dia do mês subsequente ao de sua publicação, gerando impacto orçamentário imediato e de grande monta, sem que haja qualquer indicação de prévia dotação orçamentária ou estimativa de impacto financeiro”, diz trecho do documento.

Governo alega reposição da inflação

O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social. O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, negou que a medida tenha relação com as Eleições 2026. 

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De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.

Como funciona o pagamento do Bolsa Família

Os pagamentos do Bolsa Família são feitos conforme o Número de Identificação Social do beneficiário. Ou seja, recebem primeiro os beneficiários que possuem o NIS de final 1. Para ter acesso ao programa, a pessoa precisa receber, no máximo, R$ 218 mensais. Em uma família, essa é a renda máxima por pessoa.

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O Bolsa Família também conta com adicionais. Primeiro, é feito o cálculo do programa é a partir do Benefício Renda de Cidadania, correspondente a R$ 142, por cada integrante do domicílio. 

Depois, os adicionais para crianças de zero a seis anos são aplicados, no valor de R$ 150 cada. A mesma adição acontece com o Benefício Variável Familiar, com pagamento de R$ 50 a cada gestante, nutriz, e crianças e adolescentes de sete a 18 anos da família. 

Veja datas do Bolsa Família em outubro, já com o novo valor

  • NIS final 1: 19 de outubro
  • NIS final 2: 20 de outubro
  • NIS final 3: 21 de outubro
  • NIS final 4: 22 de outubro
  • NIS final 5: 23 de outubro
  • NIS final 6: 26 de outubro
  • NIS final 7: 27 de outubro
  • NIS final 8: 28 de outubro
  • NIS final 9: 29 de outubro
  • NIS final 0: 30 de outubro