Milhões de roupas descartadas em deserto revelam o lado sujo da moda

Descubra como o Chile se tornou o maior receptor de vestuário de segunda mão na América do Sul

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Incêndios em depósitos ilegais no Chile liberam fumaça tóxica, piorando a crise no deserto. Foto: Reprodução/Imagem gerada por IA

Montanhas de roupas descartadas transformam paisagem chilena, revelando um grave problema ambiental. (Foto: Imagem gerada por IA)

O deserto do Atacama enfrenta uma grave crise ambiental, pois montanhas de roupas descartadas se acumulam, transformando a paisagem em um grande aterro a céu aberto. Esta realidade, além de visualmente impactante, gera sérias consequências para a saúde do ecossistema local.

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A moda rápida, uma das indústrias mais poluentes do mundo, tem seu impacto amplificado no Atacama. Muitas das peças abandonadas são feitas de poliéster, um material resistente que leva impressionantes 200 anos para se decompor completamente na natureza.

Durante esse longo período de degradação, o poliéster e outros sintéticos liberam microplásticos. Essas minúsculas partículas plásticas se espalham, contaminando o solo árido e o ar que respiramos, introduzindo toxinas no ambiente e na cadeia alimentar.

Os perigos invisíveis da decomposição

A presença massiva de poliéster no deserto acarreta um problema de poluição de longo prazo.

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A lenta decomposição libera constantemente microplásticos, que não apenas afetam o solo, mas também podem ser transportados pelo vento, alcançando áreas distantes e contaminando vastas regiões.

Fumaça tóxica e doenças respiratórias

A situação é agravada pelos frequentes incêndios que ocorrem nos depósitos ilegais de roupas. A queima desses materiais sintéticos libera fumaça tóxica na atmosfera.

Gerson Ramos, do governo regional, alerta para a BBC que “a fumaça pode provocar doenças cardiorrespiratórias”, representando um risco direto para a população local.

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Um ecossistema sob ameaça

O impacto ambiental no deserto do Atacama é multifacetado. A contaminação por microplásticos altera a composição do solo e afeta a flora e fauna, enquanto a poluição do ar compromete a saúde humana.

É um ciclo de degradação que desafia a sustentabilidade e a preservação dessa região única.

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