Ministro do Irã promete sérias consequências após morte de Ali Khamenei em ataque dos EUA

Guarda Revolucionária também fez ameaças, afirmando que os "inimigos que mataram" Ali Khamenei não estarão seguros "nem mesmo em casa"

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Foto do líder supremo do Irã durante um protesto neste sábado (28) (Foto: Majid Asgaripour, Reuters)

Foto do líder supremo do Irã durante um protesto neste sábado (28) (Foto: Majid Asgaripour, Reuters)

O Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, prometeu, nesta segunda-feira (2), “sérias consequências” após a morte do líder Ali Khamenei em ataque feito pelos Estados Unidos e por Israel no último sábado (28). Segundo ele, conforme informações da agência Reuters divulgadas pelo g1, o assassinato de Khamenei foi um “crime religioso”.

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Araghchi também afirmou que os Estados Unidos cometeram traição contra a diplomacia ao atacar o Irã mesmo com negociações sobre armamentos nucleares. Mais cedo, o presidente americano, Donald Trump, defendeu não haver mais diálogo com o Teerã. Para o presidente americano, “não dá para lidar com essas pessoas”.

O ministro também disse que mesmo com os ataques do Irã a países vizinhos, como na Arábia Saudita e no Catar, Teerã não está em guerra com eles.

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Guarda Revolucionária fez ameaças aos EUA

A Força Quds, do Corpo da Guarda Revolucionária do Irã, disse que os “inimigos que mataram” Ali Khamenei não estarão seguros “nem mesmo em casa”, em ameaça aos Estados Unidos.

A unidade de elite também afirmou que lançou uma onda de ataques com novos mísseis, atingindo o petroleiro Athen Nova, uma das rotas de exportação de petróleo mais importantes do mundo.

Veja imagens do conflito

Ataques deixam mortos e feridos

No sábado, os Estados Unidos e Israel realizaram uma ofensiva miliar afirmando que o ataque era necessário para conter o programa nuclear iraniano. Na ofensiva, o líder supremo Ali Khamenei foi morto, além dos chefes militares.

O ataque já deixou 555 mortos e, ao menos, 747 feridos, segundo informações da organização humanitária Crescente Vermelho, que atua em países muçulmanos, nesta segunda-feira.

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Como forma de retaliação, o Irã lançou ataques contra Israel e bases militares dos EUA no Oriente Médio, em países como Catar, Emirados Árabes, Kuwait e Bahrein. O país iraniano afirma que a morte de Khamenei é uma ‘declaração de guerra contra os muçulmanos” e prometeu vingança. Já Trump ameaçou utilizar “força nunca antes vista” caso Irã continue retaliação.

No domingo, o Irã escolheu um novo líder interino, o aiatolá Alireza Arafi, e prometeu eleger um novo líder supremo “em um ou dois dias”.