Morre Cherie, uma das mascotes da NSC: “Sempre feliz, vai fazer falta”

Cadela era vira-lata e tinha o coração e carinho de todos os funcionários da afiliada da Globo em Santa Catarina

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Cherry tinha entre nove e 10 anos (Foto: Arquivo Pessoal)

Carinhosa, feliz e uma boa companhia durante os dias na redação — em dias comuns ou de plantão. É assim que os funcionários da NSC descrevem a Cherie, mascote da empresa que morreu na tarde desta quinta-feira (22), após os oito anos alegrando o dia de todos. A cadelinha tinha problemas no coração, e teve uma parada cardiorrespiratória.

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Mimada, Cherie ia com a melhor “aumiga”, Brenda, ao banho com frequência, às vezes a cada duas semanas. As mascotes comiam duas vezes por dia, refeições que consistiam em legumes misturados com carne junto da ração, de acordo com Denyris Rodrigues, uma das funcionárias que tomava conta dos bichinhos.

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Veja fotos de Cherie

As mascotes ficavam sob responsabilidade um grupo de funcionários, mas recebiam carinho e uns “agradinhos” de todos — um pedacinho de carne ou frango “proibidos” dos funcionários que não resistiam à manha das cadelinhas durante o almoço e o jantar, oferecidos na empresa.

Cherie, especialmente mais simpática do que a colega, fazia companhia aos funcionários do período da noite.

Oito anos de carinho

Cherie chegou à TV junto de Brenda há oito anos, junto do precursor, o também “aumigo” Maromba. Inicialmente, os três ficavam do lado de fora, no estacionamento da empresa, onde tinham três casinhas, uma para cada.

Durante a pandemia, em 2020, os cães começaram a entrar no prédio, sentindo falta das pessoas e dos carinhos devido à redução de gente na empresa, conforme conta Denyris Rodrigues, que posteriormente levou Maromba para a própria casa, falecido também recentemente.

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— Elas nos ajudaram a enfrentar o momento mais pesado. O carinho delas tornava menos duro o período de contabilização de mortos, de pessoas perdendo emprego… Elas foram entrando e ganharam caminhas nas duas redações, na TV e no digital — conta.

As duas mascotes se tornaram atração. Muitos que vinham dar entrevistas na empresa, perguntavam por elas, e muitos outros que não sabiam da existência das duas ficavam surpresos, e logo iam fazer carinho, segundo Denyris.

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Cherie e Brenda viralizaram e se tornaram nacionais

No fim de 2022, uma cena inusitada no encerramento do jornal. Brenda, a melhor “aumiga” de Cherie, deu o “ar das graças” no final da edição do NSC Notícias.

Na ocasião, o jornalista e apresentador do telejornal, Fabian Londero, finalizava o noticiário quando a cachorrinha apareceu “desfilando” ao fundo da tela. A imagem foi compartilhada nas redes e sociais e, rapidamente, ganhou milhares de comentários de internautas de todo o país.

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Na legenda, Londero brincou com a situação: “Onde está Wally? A Brenda nos surpreende a cada dia. Ela não anda, ela desfila”.

Relembre o momento da “invasão” no estúdio:

— A Cherie é aquele ser que te faz um bem danado, ela trouxe alegrias, carinho infinito e uma meiguice toda dela. Tivemos muita sorte de conviver com ela, só gratidão. Quem nunca amou um animalzinho, nunca viveu — diz Fabian Londero ao se despedir da amiga canina.

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Em 2024, as duas cadelinhas encerraram o Globo Repórter, em uma reportagem de Jean Raupp, e ficaram conhecidas nacionalmente.

“Folgadinha, carinha de drama e barriguinha para cima”

Algumas características da Cherie são relembradas com carinho pelos funcionários. Denyris diz que a cadela sempre foi a mais queridinha, mas também “folgadinha”:

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— Ela era a mais medrosa com crianças, morria de medo, mas era sempre muito folgadinha, apaixonada pelo Maromba e adorava um carinho, adorava receber um carinho, sempre — diz Denyris.

Atualmente, além de Denyris, Lígia Gastaldi, chefe de reportagem da NSC TV, e Elaine Simoano, coordenadora do núcleo Globo na NSC, estavam mais diretamente envolvidas nos cuidados, mas sempre contando com uma grande rede de apoio de vários funcionários que as amam.

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— A Cherie sempre foi nossa mascote mais sentimental. Sempre foi a mais assustada e apegada. Tinha um charme muito especial. Foi uma cachorrinha muito amada e cuidada por nós. Vai fazer falta aqueles olhinhos lindos pedindo petisco, aquele jeitinho de se deitar de barriga pra cima pedindo carinho. O que me conforta é que teve uma vida boa aqui com a gente. Muito paparicada — diz Ligia.

Cherie será sempre lembrada com carinho pelos funcionários, por “colorir” os dias cinzas.

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*Sob supervisão de Raquel Vieira

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