Morte de mulher e doença de idoso deixam quase 100 cachorros sem cuidados em SC

Após a morte da mulher e o agravamento da saúde do idoso que cuidavam dos animais, Justiça autorizou a entrada de equipes e o resgate dos cães.

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São ao menos 28 filhos que devem ser colocados para adoção (Fotos: MPSC, Divulgação)

A morte de uma mulher e o agravamento do estado de saúde de um idoso deixaram cerca de 100 cachorros em situação de vulnerabilidade em uma propriedade de Ibirama, no Alto Vale do Itajaí. Os animais viviam em condições inadequadas de higiene e precisavam de alimentação, água e atendimento veterinário.

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Diante do risco à saúde e à vida dos cães, a Justiça autorizou a entrada de equipes de proteção animal e voluntários no imóvel, localizado na comunidade de Ribeirão Areado. A decisão também permite a retirada dos animais para tratamento, exames e outros cuidados necessários (veja fotos abaixo).

O caso vinha sendo acompanhado por órgãos da rede pública desde agosto deste ano. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), fiscalizações identificaram um grande número de cães na propriedade, além de acúmulo de resíduos e dejetos e falta de condições adequadas de limpeza.

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A mulher e o idoso eram responsáveis pelos cuidados dos animais. Com a morte dela e a impossibilidade de o homem continuar realizando as tarefas, devido à idade avançada e a um grave problema de saúde, a situação se agravou. O idoso também passou a receber acompanhamento da rede de proteção e está em segurança.

Protetoras dizem que conseguiram melhorias para os cachorros

O grupo de protetoras da causa animal de Ibirama contaram em um vídeo (assista abaixo), que quando o caso veio à tona os cães estavam, sim, em condições ruins. Mas em contato com o morador conseguiram melhorias no imóvel, onde atualmente não mora ninguém além dos pets.

Houve construção de canis, roçada, faxina na casa e separação dos cães.

Alguns deles já foram castrados e outros estão internados para tratamento veterinário. Outros morreram. As protetoras contaram que o casal agia de boa-fé, para não deixar os animais nas ruas. O problema que é se acumulou muitos cachorros e não havia nenhum tipo de assistência e orientação do governo.

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A ideia, a partir de agora, é tentar doar os filhos, que são pelo menos 28, e também encontrar um lar para os de porte pequeno, considerados de mais fácil adoção.