Morte misteriosa de jovem foi causada por doença que havia sumido de cidade em SC há quase 20 anos

Morador de Itajaí, de 28 anos, morreu dois dias depois de procurar ajuda médica com sintomas de hantavirose, a “doença do rato”

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Profissionais de Itajaí enviaram amostra de sangue para o Lacen para descobrir o que causou a morte do paciente (Foto: Secom Itajaí, Arquivo)

A causa da morte de um jovem de 28 anos em Itajaí foi esclarecida pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica nesta quarta-feira (23). Ele foi vítima de hantavirose, a “doença do rato”, zoonose que não era mais registrada na cidade desde 2007.

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Ele morreu na terça-feira (15), após apresentar um quadro febril e buscar atendimento municipal dois dias antes, um domingo (13). Pelo sintomas, houve suspeita de leptospirose, mas o exame do Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (Lacen), em Florianópolis, indicou outra “doença do rato”.

Os roedores silvestres são os principais reservatórios e podem eliminar o vírus pela urina, fezes e saliva. A transmissão ocorre principalmente pela inalação de partículas contaminadas pelas fezes e urinas desses animais, especialmente em ambientes fechados e pouco ventilados.

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A hantavirose é uma zoonose viral aguda e grave, causada por vírus do gênero Hantavirus. Pode ter evolução rápida e possibilidade de agravamento importante nas primeiras 72 horas, causando insuficiência respiratória e comprometimento cardiovascular.

Diante da confirmação, a prefeitura informou que faz uma investigação epidemiológica e ambiental com o objetivo de identificar o possível local e a fonte de exposição, avaliar situações de risco e adotar as medidas de prevenção e controle necessárias.

Hantavirose em SC

A doença ocorre durante todo o ano em Santa Catarina, com maior frequência nas regiões do Oeste e Alto Vale. Em Itajaí, o último caso registrado havia ocorrido há quase 20 anos.
Atenção aos sintomas

Os principais sinais e sintomas de hantavirose são febre, geralmente acima de 38°C, dor de cabeça, dor muscular, suor, calafrios, vertigem, fraqueza, náuseas, vômitos, diarreia, tosse, dor torácica e dificuldade para respirar.

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A suspeita deve ser reforçada quando houver histórico de exposição a roedores ou ambientes de risco, especialmente nos 60 dias anteriores ao início dos sintomas.

Cuidados para evitar contaminação

A população deve evitar o contato direto com urina, fezes e saliva de roedores; manter alimentos protegidos e ambientes limpos; evitar o acúmulo de entulhos e materiais que possam servir de abrigo para roedores; e ter cuidado durante a limpeza de galpões, depósitos e locais fechados.

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Pessoas que apresentarem febre ou sintomas respiratórios após exposição a situações de risco devem procurar atendimento de saúde e informar ao profissional sobre isso.