Mulher perde braço após ataque de tubarão em praia de Sydney: um soco pode ter salvado a sua vida

Leah Stewart foi atacada por um tubarão-branco de quatro metros durante um mergulho e reagiu quando o animal abriu a boca a poucos centímetros de seu rosto

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Montagem ilustra o momento de tensão entre uma nadadora e um tubarão durante um ataque no mar. (Foto: Montagem/Wikimedia Commons)

Montagem ilustra o momento de tensão entre uma nadadora e um tubarão durante um ataque no mar. (Foto: Montagem/Wikimedia Commons)

Leah Stewart nadava pela manhã na praia de Coogee, em Sydney, quando percebeu a presença de um tubarão-branco de aproximadamente quatro metros. O animal chegou a poucos centímetros de seu rosto antes de ela decidir reagir.

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A professora de 34 anos e mãe de uma criança de um ano foi atacada em 13 de junho. O tubarão mordeu o braço esquerdo e a coxa da nadadora. As feridas exigiram semanas de tratamento e levaram à amputação do membro.

Em sua primeira entrevista desde o ataque, concedida ao programa 60 Minutes, da emissora Nine, Stewart contou que pensou na filha, August, enquanto tentava se afastar do animal.

Um minuto diante do tubarão

Segundo Stewart, ela esperou que os gritos fossem ouvidos pelos salva-vidas ou que algum jet ski surgiria para afastar o tubarão.

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Um minuto se passou, mas ninguém chegou. Nesse intervalo, o animal permaneceu próximo, até que sua cabeça ficou a cerca de 30 centímetros do rosto da nadadora.

Stewart disse que nunca havia gritado daquela maneira. Ela também recordou os olhos pequenos e escuros do tubarão e o momento em que percebeu que a boca do animal começava a se abrir diante dela.

Um soco que mudou tudo

Como é destra, Leah Stewart precisou decidir qual braço usaria para tentar afastar o tubarão. Ou em outras palavras mais claras: “Qual membro estou disposta a perder?”.

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A nadadora então, sem pensar tanto, lançou um golpe com a mão esquerda. Depois, continuou socando o animal várias vezes enquanto tentava se virar dentro da água.

Ela descreveu a cena como uma luta contra um dinossauro. O tubarão era tão grande e duro que, segundo a sobrevivente, seus golpes pareciam atingir uma parede de tijolos.

Antes que o socorro chegasse, o animal conseguiu ferir gravemente seu braço esquerdo e sua coxa. Stewart deixou a água e permaneceu deitada na praia, entrando e saindo da consciência.

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A lembrança da filha

Enquanto perdia sangue, Leah Stewart pensou que não poderia morrer naquele momento. A preocupação principal era August, que tinha apenas um ano.

A sobrevivente contou que sentiu a vida escapar e imaginou a filha crescendo sem a mãe. A forte lembrança da menina, segundo ela, fez com que lutasse para continuar.

Stewart permaneceu em estado crítico por mais de duas semanas e passou várias semanas em uma unidade de terapia intensiva. O tratamento resultou na amputação do braço esquerdo.

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A nova rotina ainda impõe algumas limitações. Ela contou que fica frustrada quando a filha levanta os braços para pedir colo, porque já não consegue pegá-la como antes.

Uma segunda chance

Mesmo diante da deficiência, Leah Stewart afirmou que não pretende permitir que o ataque defina sua história. Ela reconhece que ainda está tentando compreender as mudanças, mas diz que encontrou maneiras de seguir adiante.

Eu não era apenas a garota atacada na praia. Sou a mulher que deu um soco no tubarão”, afirmou.

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A frase resume a forma como ela tenta reconstruir a própria identidade depois do acidente. O ataque deixou marcas permanentes, mas também preservou a lembrança do instante em que August apareceu em sua mente e a fez perceber por quem estava lutando, e quem a aguardava em casa esperando seu retorno.