Uma mulher de 23 anos pode ser condenada à morte em Idaho, nos Estados Unidos, após ser acusada de matar os próprios filhos gêmeos. Andrea Shaw atribuiu inicialmente as mortes das crianças, Dallas e Tyson, de 1 ano e 6 meses, a vacinas de rotina que elas haviam recebido semanas antes. A investigação, porém, apontou sufocamento como causa dos óbitos, e a jovem foi indiciada por homicídio em junho.
Os meninos foram encontrados mortos na cama que compartilhavam, em uma casa móvel na cidade de Payette, em maio de 2025. Segundo reportagem do The New York Times, Andrea afirmou que os filhos haviam adoecido em abril, depois de receberem vacinas contra gripe, hepatite A e a vacina tríplice bacteriana, que protege contra difteria, tétano e coqueluche.
A mãe se declarou inocente das acusações. Um promotor afirmou, segundo a emissora KBOI, afiliada da CBS, que o processo não trata de vacinas, mas da suspeita de que Andrea tenha matado os dois filhos.
Caso ganhou repercussão entre grupos antivacina
Antes de ser indiciada, Andrea ganhou visibilidade entre grupos contrários à vacinação. Em janeiro de 2026, ela se tornou autora principal de uma ação judicial federal movida pela Children’s Health Defense contra a Academia Americana de Pediatria.
A organização, fundada por Robert F. Kennedy Jr., atual secretário de Saúde dos Estados Unidos, questiona a segurança das vacinas. A ação acusa a entidade pediátrica de disseminar informações incorretas sobre os imunizantes.
Naquele momento, Andrea era apresentada publicamente como uma mãe que havia perdido os filhos após uma suposta reação à vacinação. Com o avanço da investigação criminal, no entanto, o caso passou a ser tratado pelas autoridades como uma suspeita de homicídio.
Perícia aponta sufocamento
De acordo com as informações apresentadas sobre a investigação, as autópsias apontaram asfixia mecânica como causa das mortes. Os exames teriam identificado alterações pulmonares compatíveis com a interrupção da respiração, incluindo congestão vascular e edema pulmonar.
Segundo os peritos envolvidos no caso, as vacinas recebidas pelas crianças não explicariam os sinais físicos encontrados nos corpos. A investigação também teria examinado outras hipóteses para as mortes, incluindo intoxicação por monóxido de carbono, exposição a calor extremo e causas naturais.
A acusação sustenta que as crianças foram sufocadas intencionalmente. Andrea, contudo, se declarou inocente, e a responsabilidade criminal ainda deverá ser determinada pela Justiça.
Em Idaho, determinados crimes de homicídio podem ser punidos com a pena de morte. A possibilidade de aplicação da sentença depende das acusações formais, das circunstâncias reconhecidas pelo tribunal e do resultado do processo.
