O novo superiate de Neymar é “irmão” de outra embarcação famosa que virou notícia nos últimos tempos e está atracada em Itajaí. Tanto o iate do jogador quanto o JAQ H1, barco que usa hidrogênio verde no funcionamento, foram feitos no mesmo estaleiro. Eles passaram por processos semelhantes até serem “separados na maternidade”: um teve fins de lazer e o outro, de estudo.
O novo item de ostentação de Neymar custa mais de R$ 120 milhões e foi batizado de Enejota em referência às iniciais do jogador. Ele ganhou destaque pelo tamanho e pela estrutura comparável à de uma mansão sobre as águas. Com cerca de 800 metros quadrados de área útil, seis suítes e heliponto, a embarcação está entre os maiores iates de lazer do Brasil.
Veja fotos do novo super iate de Neymar que custa mais de R$ 120 milhões
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O que poucos sabem é que o barco tem uma origem em comum com o JAQ H1, projeto idealizado pelo Grupo Náutica e considerado uma das embarcações pioneiras do país no uso do hidrogênio como fonte de energia. A embarcação de 36 metros está em Santa Catarina, onde realiza o primeiro abastecimento com hidrogênio e uma série de testes técnicos e de segurança do sistema.
As duas embarcações foram originalmente construídas pelo estaleiro Arpoador, no Guarujá (SP), para atender a operações marítimas e, posteriormente, passaram por melhoramentos em Fortaleza (CE). As reformas, no entanto, tiveram propósitos distintos.
O barco adquirido por Neymar foi transformado em um iate de alto luxo, com novos ambientes, sistemas de navegação e estrutura para viagens de longa distância. O JAQ H1, por sua vez, foi adaptado para atuar como plataforma de pesquisa e demonstração de tecnologias voltadas à descarbonização do setor marítimo, com um sistema híbrido projetado para reduzir em até 80% as emissões de gás carbônico durante a navegação.

Pioneiro no mundo
O JAQ H1 foi preparado para utilizar hidrogênio na geração da energia necessária à hotelaria a bordo, que inclui iluminação, climatização, cozinha, auditório, geladeiras e outros equipamentos. Apresentado durante a COP30, a próxima etapa do projeto será o JAQ H2, embarcação de 50 metros que já está sendo construída pelo mesmo estaleiro.
Projetado para ser o primeiro barco do mundo a produzir o próprio hidrogênio a bordo, o JAQ H2 captará água do mar, fará a dessalinização e encaminhará a água purificada para um eletrolisador, equipamento responsável por separar as moléculas em hidrogênio e oxigênio.
O hidrogênio produzido será armazenado e utilizado em uma célula a combustível para gerar eletricidade, destinada aos motores elétricos e aos demais sistemas da embarcação.




















