As autoridades seguem na busca por sobreviventes cerca de 24 horas após a avalanche que atingiu o Nepal nesta quarta-feira (26) e causou a destruição de vilas na região que faz fronteira com o Tibete, na China. Até a manhã desta quinta-feira (27), foram registradas 362 mortes e 1.468 pessoas desaparecidas.
Segundo as informações, a situação pode ser consequência de uma avalanche de gelo e rochas, na montanha Langtang Lirung, que atingiu um rio e provocou uma enorme enxurrada de água, lama e destroços.
A enchente repentina foi causada por um terremoto de magnitude 4.4, registrado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos. A informação foi confirmada pelo ministro das Relações Exteriores do Nepal, Shishir Khanal.
Os locais mais atingidos foram as áreas próximas aos rios Trishuli e Bhote Koshi, no Nepal e a região de Gyirong, no território chinês. Casas, estradas, pontes e instalações de energia foram danificadas ou destruídas e vidas foram perdidas.
Em fotos é possível ver a destruição causada pela água. Em Khadga Bhanjyang, antiga vila localizada no distrito de Nuwakot, no Nepal, os estragos foram vistos em imagens de satélites.
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Dos números apresentados, no território nepalês foram 359 mortes e 910 desaparecidos, enquanto no Tibete foram três mortes e 558 pessoas não localizadas. Mais da metade destas pessoas eram estrangeiros visitando os países ou em peregrinação.
Entre eles, há pessoas de 28 nacionalidades diferentes, incluindo mais de 280 da Índia, 54 dos Estados Unidos, 33 do Reino Unido e 53 da Ucrânia. O Itamaraty publicou uma nota na quarta-feira afirmando que não há registro de brasileiros entre as vítimas.
Veja o vídeo
A horrific scene of severe flooding at the Rasuwagadhi border point on the Nepal-Tibet border.
— Ravi Pandey🇮🇳 (@ravipandey2643) August 26, 2026
The strong currents wreaked havoc across the area, leaving 400 pilgrims and 105 Indian tourists also missing in the Nepal floods.#NepalFloods #Nepal #Rasuwa #FlashFlood #Floods pic.twitter.com/dwAX12Gj7l
Equipes de resgate e alertas de risco
Pelas condições de destruição do local, com lama e escombros dificultando à passagem, as equipes de resgate precisam de força redobrada para avançar na busca por sobreviventes. Para isso, os Estados Unidos anunciaram uma ajuda de US$ 500 mil, cerca de R$ 2,5 milhões, para as operações de emergência.
O presidente chinês, Xi Jinping, afirmou que a prioridade é encontrar e resgatar as pessoas desaparecidas. Entretanto, o diretor de riscos climáticos e ambientais do Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado das Montanhas (ICIMOD), Qianggong Zhang, alerta para o possível risco de uma segunda inundação:
“Como ainda há um bloqueio na parte alta do rio fronteiriço entre o Nepal e a China, as autoridades alertam que pode acontecer uma segunda inundação”.
*Sob supervisão de Luana Amorim









