“O milagre já foi feito”: pai de Lua Blanco conta os últimos meses da atriz e revela diagnóstico

Em texto, Billy Blanco Jr conta que Lua já sabia que não resistiria ao câncer e detalhou o momento de despedida da filha

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pai lua blanco

Lua Blanco morreu na madrugada de domingo (18), aos 39 anos (Foto: adelefatimaoficial, Reprodução)

O músico Billy Blanco Jr. revelou a causa da morte da filha, a atriz e cantora Lua Blanco, em depoimento publicado pela coluna Play, do jornal O Globo. Ela morreu na madrugada de domingo (18), aos 39 anos, em decorrência de um câncer de intestino que já estava em metástase.

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Segundo o relato do pai, o diagnóstico veio no fim de julho, depois de uma forte dor abdominal que levou a uma sequência de exames. A atriz passou a ser tratada no Instituto Nacional de Câncer, o Inca, no Rio de Janeiro, e ficou três semanas internada.

“O que fazer a não ser buscar o tratamento correto e acreditar na cura”, escreveu ele, descrevendo o período de acompanhamento diário.

Billy contou ainda que foi a equipe médica do Inca que, aos poucos, comunicou à família o desfecho. “Havia um verdadeiro tornado explodindo dentro de mim”, relatou.

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No depoimento, o músico também registrou que a filha havia voltado a morar com ele cerca de um ano antes, depois de uma separação, em uma convivência que se estendeu bem além dos poucos dias combinados.

Ele descreveu a fé da filha como traço central dos últimos meses e reproduziu uma frase dela: “Pai, Jesus está no controle. O milagre já foi feito.”

Lua morreu acompanhada da mãe. “Lua partiu em paz, na madrugada de domingo, com sua mommy segurando sua mão, com um sorriso”, escreveu o pai.

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O depoimento completo foi publicado pela coluna Play, de O Globo.

Um câncer que avança entre os mais jovens

A morte de Lua Blanco aos 39 anos chama atenção para um movimento que preocupa oncologistas no Brasil e no mundo: o aumento dos casos de câncer colorretal em pessoas abaixo dos 50 anos.

O diretor-geral do Inca, Roberto Gil, afirmou que o colorretal está entre os tumores em que o instituto vem observando aumento de incidência em populações mais jovens.

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Hoje, o rastreamento para pessoas sem fator de risco começa aos 50 anos, com teste imunoquímico fecal e colonoscopia nos casos positivos. O Inca estuda baixar esse marco para 45 anos, ou mesmo 40, e a proposta foi submetida à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, a Conitec. A mudança ainda não está em vigor.

Na prática, isso significa que uma pessoa da idade de Lua, sem histórico familiar, não seria chamada para rastreamento pelos critérios atuais.

Sinais que merecem avaliação

Como o rastreamento de rotina não alcança quem é mais jovem, a atenção aos sintomas ganha peso nessa faixa etária. Entre os sinais que merecem avaliação médica, independentemente da idade, estão:

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  • Sangue nas fezes
  • Mudança persistente no hábito intestinal, para mais ou para menos
  • Dor ou desconforto abdominal frequente
  • Sensação de evacuação incompleta
  • Perda de peso sem causa aparente
  • Anemia sem explicação

Quem tem histórico familiar da doença, doença inflamatória intestinal ou síndromes genéticas associadas deve conversar com o médico sobre começar o acompanhamento mais cedo.

As informações desta reportagem não substituem a avaliação de um profissional de saúde.