O mistério do avião com empresário de SC que desapareceu há 46 anos sem deixar vestígios

Adolfo Zanichelli e o piloto Félix Probst decolaram de São Paulo com destino a Blumenau, mas nunca chegaram ao Aeroporto Quero-Quero.

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Recortes de jornal mostram o trabalho de buscas pelo avião (Fotos: Arquivo Jornal de Santa Catarina)

Há 46 anos, um mistério ainda intriga a família do empresário Adolfo Zanichelli e do piloto Félix Probst, ambos de Blumenau. Os dois estavam a bordo de um avião que saiu de São Paulo com destino ao Aeroporto Quero-Quero, mas nunca chegaram ao destino. Apesar das buscas, não foram encontrados nem os ocupantes nem os destroços da aeronave, um bimotor Piper Comanche, de prefixo BXJ.

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Adolfo era dono da Avicultura Coravi, que tinha lojas e unidades em cidades do Vale do Itajaí. Na manhã de 1º de fevereiro de 1980, ele viajou para Campinas (SP) para comprar insumos. No mesmo dia, por volta das 16h, decolou de volta para Blumenau, depois de o avião passar por uma manutenção preventiva em Sorocaba (SP).

Antes da viagem, o piloto Félix Probst chegou a ligar para a esposa e pediu que ela o encontrasse no Quero-Quero às 18h. O horário chegou, mas a aeronave não.

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O último contato com uma torre de controle ocorreu por volta das 17h30min, com o aeroporto de Navegantes. Acredita-se que, naquele momento, o bimotor estivesse entre o Paraná e Santa Catarina. Era um dia de bastante nebulosidade.

Recortes de jornal revelam buscas pelo avião

O Ministério da Aeronáutica enviou equipes para procurar o avião. As buscas passaram pela Serra do Manso, na região de Jaraguá do Sul e Corupá, onde um homem afirmou ter visto uma aeronave voando baixo.

Durante três meses, equipes procuraram pelo avião, mas não encontraram nenhum vestígio do Piper Comanche, do piloto ou do empresário. O Jornal de Santa Catarina acompanhou o trabalho e chegou a fazer sobrevoos com as equipes de resgate, como mostram os recortes abaixo.

Na época, um pescador também afirmou ter visto uma aeronave cair no mar, em Navegantes, naquele mesmo dia. A informação, porém, não levou a nenhum indício do avião desaparecido. A família chegou a fazer buscas particulares por dois anos. Décadas depois, a família ainda não tinha respostas.

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Em 2006, Douglas Zanichelli, filho do empresário desaparecido, conversou com o repórter Evandro de Assis, do JSC. “Não tenho dúvidas de que ele está morto. A firma era o sonho da vida dele, estava no auge profissional, tinha só 39 anos, adorava andar de kart. Não havia motivos para largar tudo”, afirmou.

A empresa de Adolfo Zanichelli tinha cerca de 180 funcionários e fechou no início da década de 1980.